Post: Mais de 50 mil desaparecidos na Venezuela após terremotos, afirma chefe de ajuda humanitária da ONU

Mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas na Venezuela após terremotos, segundo a ONU. A situação é crítica e as operações de resgate enfrentam dificuldades.
Mais de 50 mil desaparecidos na Venezuela após terremotos, afirma chefe de ajuda humanitária da ONU

O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, revelou que mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas após os devastadores terremotos que atingiram a Venezuela. Em declarações à AFP, ele descreveu a situação como uma “operação de resgate extremamente complexa”. As autoridades locais, sob o comando da líder interina Delcy Rodríguez, confirmaram pelo menos 920 mortos e 4.300 feridos, com esses números aumentando à medida que as equipes de resgate chegam aos locais afetados, especialmente na região de La Guaira, a mais atingida.

Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram na quarta-feira (24) e deixaram um cenário de destruição, especialmente na costa próxima à capital, Caracas. Moradores da área relataram a precariedade das operações de resgate, que se tornaram ainda mais difíceis devido à falta de equipamentos adequados. La Guaira, agora coberta por poeira e escombros, se transformou em um campo de batalha para aqueles que tentam localizar seus entes queridos. Voluntários e familiares estão se esforçando para remover os destroços, mas clamam por ferramentas especializadas para cortar vergalhões e mover grandes blocos de concreto.

Após quase 48 horas desde os tremores, equipes internacionais de busca e resgate de pelo menos 17 países começaram a se mobilizar. Socorristas de nações como El Salvador, México, Colômbia e Equador já chegaram ao país. Informações da imprensa local indicam que equipes e suprimentos do Chile e da Suíça também estão a caminho. O Brasil, por sua vez, anunciou o envio de aviões com bombeiros e equipamentos médicos para auxiliar nas operações de resgate.

Em situações como essa, é comum que equipes internacionais se ofereçam para ajudar, com a ONU e o governo local decidindo onde os recursos são mais necessários, seja no resgate direto de pessoas, no estabelecimento de abrigos e hospitais de campanha, ou em tarefas administrativas que ajudem as famílias a encontrar seus entes queridos.

Nesta sexta-feira, agências da ONU pediram à comunidade internacional que se mobilize para ajudar a Venezuela, a fim de evitar que o desastre natural se transforme em uma tragédia humana ainda maior. As buscas continuam, mas a situação é crítica, com corpos ainda visíveis sob os escombros. Em Caracas, trabalhadores iluminados por refletores tentam desobstruir os destroços de um prédio que desabou. Nas redes sociais, circula uma lista não oficial de desaparecidos que já conta com mais de 51 mil nomes.

Em La Guaira, onde está localizado o principal aeroporto do país, que foi interditado após os terremotos, alguns moradores tentam resgatar parentes soterrados por conta própria. A situação é desesperadora, e a necessidade de ajuda é urgente.

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