Post: Dívida pública federal supera R$ 9 trilhões com alta de 2,66% em maio

Dívida pública federal atinge R$ 9 trilhões em maio, com alta de 2,66% em relação ao mês anterior.
Dívida pública federal supera R$ 9 trilhões com alta de 2,66% em maio

A Dívida Pública Federal (DPF) atingiu um novo patamar em maio, ultrapassando a marca de R$ 9 trilhões, com um aumento de 2,66% em relação ao mês anterior. Os dados, divulgados pelo Tesouro Nacional, mostram que a dívida passou de R$ 8,798 trilhões em abril para R$ 9,033 trilhões em maio. Essa elevação é atribuída à forte emissão de títulos atrelados à Taxa Selic, que atualmente está fixada em 14,25% ao ano. Em agosto do ano passado, a DPF já havia superado os R$ 8 trilhões, e, apesar do crescimento, permanece dentro das previsões estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF), que estima um estoque entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões até o final de 2026.

Além disso, a Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) também apresentou um crescimento, subindo 2,72%, de R$ 8,462 trilhões em abril para R$ 8,692 trilhões em maio. O Tesouro emitiu R$ 135,61 bilhões em títulos a mais do que resgatou no mês passado, com destaque para os papéis vinculados à Selic. Essa estratégia foi reforçada pela apropriação de R$ 94,17 bilhões em juros, que são incorporados ao estoque da dívida pública mensalmente.

O volume de emissões em maio foi recorde, totalizando R$ 166,23 bilhões, o maior desde o início da série histórica. Os resgates, por outro lado, somaram apenas R$ 30,62 bilhões, um valor considerado baixo para os padrões do Tesouro Nacional, uma vez que o segundo mês de cada trimestre costuma ter menos vencimentos de títulos.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) também registrou um aumento, subindo 1,28% e alcançando R$ 340,49 bilhões em maio. Essa alta é atribuída à valorização do dólar, que subiu 1,37% no período.

Em um aspecto positivo, o colchão da dívida pública, que serve como uma reserva financeira em momentos de instabilidade, cresceu de R$ 1,091 trilhão em abril para R$ 1,211 trilhão em maio, o maior nível desde novembro de 2025. Essa reserva atualmente cobre 9,14 meses de vencimentos da dívida pública, com R$ 1,804 trilhão previsto para vencer nos próximos 12 meses.

A composição da Dívida Pública Federal também sofreu alterações. Os títulos vinculados à Selic passaram de 48,59% para 48,99% do total, enquanto os títulos corrigidos pela inflação caíram de 26,76% para 26,26%. Os títulos prefixados, por sua vez, subiram de 20,85% para 21%. A expectativa é que, ao final do ano, a composição dos títulos vinculados à Selic fique entre 46% e 50%.

O prazo médio da Dívida Pública Federal diminuiu de 4,12 para 4,07 anos. Essa métrica indica a média de tempo que o governo leva para renovar sua dívida, sendo que prazos mais longos geralmente refletem maior confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar seus compromissos.

Por fim, a composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna mostra que as instituições financeiras representam 31,54% do estoque, seguidas por fundos de pensão (22,92%) e fundos de investimentos (21,74%). A participação de investidores não residentes caiu para 10,14% em maio, refletindo a maior tensão no mercado financeiro, especialmente em função de eventos internacionais, como a guerra no Oriente Médio. Essa queda na participação estrangeira pode ser interpretada como uma diminuição da confiança no Brasil por parte dos investidores internacionais.

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