O Brasil teve um fluxo cambial total positivo de US$ 3,2 bilhões até o dia 9 de outubro, com destaque para a entrada de US$ 2,4 bilhões na semana posterior ao primeiro turno das eleições presidenciais. Esse movimento foi impulsionado pela reação do mercado ao desempenho do senador Flávio Bolsonaro, que ficou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pleito. Essa situação gerou um aumento significativo na Bolsa de Valores e uma maior demanda por títulos brasileiros, refletindo a entrada de investimentos estrangeiros e a consequente valorização do real em relação ao dólar.
No dia 5 de outubro, investidores internacionais injetaram R$ 10,6 bilhões na B3, a bolsa brasileira, após os resultados das urnas. Com isso, outubro se tornou o terceiro melhor mês do ano em termos de fluxo de capital estrangeiro, atrás apenas de janeiro e fevereiro. Entre os dias 5 e 9 de outubro, o país recebeu um total de US$ 4,1 bilhões pelo canal financeiro, que inclui investimentos diretos, remessas de lucros e pagamentos de juros.
No entanto, pelo canal comercial, que abrange as exportações e importações, houve uma saída de US$ 1,7 bilhão na mesma semana. No acumulado do mês até o dia 9, a entrada de recursos pelo canal financeiro totalizou US$ 4 bilhões, enquanto o canal comercial registrou uma saída de US$ 872 milhões. Esses dados, que são preliminares, fazem parte das estatísticas do Banco Central sobre câmbio contratado.
Considerando o ano até agora, o Brasil apresenta um fluxo cambial total positivo de US$ 13,9 bilhões, o que representa um sinal de otimismo entre os investidores em relação à economia brasileira. A expectativa é que esses números continuem a ser monitorados, especialmente com a proximidade do segundo turno das eleições, que pode influenciar ainda mais o cenário econômico nacional.




