Quando Nick Rappolt desembarcou em São Paulo pela primeira vez, em novembro de 2023, ele não tinha qualquer ligação com o futebol brasileiro, um esporte que, em pouco tempo, se tornaria uma verdadeira obsessão em sua vida. O empresário britânico, no entanto, não se interessa pelos resultados dos jogos ou pelas escalações dos times. Sua missão é muito mais ambiciosa: criar oportunidades para jovens jogadores que, por diversos motivos, não conseguem passar pelas rigorosas peneiras dos clubes e acabam desistindo do sonho de se tornarem profissionais.
Rappolt, que tem 50 anos e é formado em filosofia e economia, decidiu usar a inteligência artificial para transformar a forma como os talentos são descobertos e contratados. Ele acredita que existem muitos jovens com potencial que ficam invisíveis para os olheiros tradicionais. “Tem muito jogador bom que se frustra nos processos de peneiras e acaba desistindo do esporte. E há times no mundo inteiro procurando essas pessoas”, afirma. A startup que ele fundou, a Footbao, tem um projeto audacioso: democratizar o acesso ao futebol, ligando jogadores a clubes, mesmo que estejam em locais distantes. Rappolt destaca que nem todos os jovens têm a chance de brilhar em grandes centros, mas isso não significa que não tenham talento. Ele quer mudar essa narrativa.
Antes de se dedicar ao futebol, Rappolt teve uma carreira brilhante no setor tecnológico. Ele foi um dos responsáveis pelo lançamento do Facebook no Reino Unido e trabalhou com gigantes como Apple, Google e YouTube. Com uma trajetória marcada por sucessos, ele decidiu investir em uma nova paixão e se aventurar no mundo do futebol brasileiro.
A Footbao busca não apenas identificar talentos, mas também oferecer suporte e estrutura para que esses jovens possam se desenvolver. O empresário acredita que, por meio da tecnologia, é possível criar um ambiente mais justo e acessível para todos os aspirantes a jogadores. “O futebol é um esporte que deve ser para todos, independentemente de onde você venha”, afirma Rappolt.
O projeto já começa a ganhar forma e, segundo o empresário, a resposta tem sido positiva. Ele está otimista com o futuro da Footbao e acredita que, em breve, muitos jovens que hoje estão em favelas ou em regiões afastadas poderão ser vistos e, quem sabe, se tornarem os próximos craques da seleção brasileira. A visão de Rappolt é clara: o futuro do futebol pode estar escondido em lugares onde ninguém está olhando. Com a ajuda da tecnologia e da determinação, ele espera mudar essa realidade e dar uma nova chance a talentos que, de outra forma, poderiam passar despercebidos. A ideia de democratizar o acesso ao futebol é, sem dúvida, um passo importante para a inclusão e valorização de jovens que, apesar das dificuldades, sonham em se tornar profissionais. Rappolt está disposto a fazer a diferença e, com a Footbao, ele pode estar no caminho certo para revelar novos talentos que podem brilhar nos gramados do Brasil e do mundo.




