A recente captura de Nicolás Maduro pelas forças americanas transformou Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, em uma figura central na política venezuelana. Desde então, Rubio exerce influência sobre a nação de maneira inédita, semelhante ao papel de L. Paul Bremer no Iraque em 2003. Sem precisar estar fisicamente em Caracas, ele controla as finanças e a distribuição de recursos naturais do país, de acordo com fontes próximas aos governos dos EUA e da Venezuela.
Rubio mantém contato frequente com Delcy Rodríguez, a atual líder interina da Venezuela, por meio de mensagens no WhatsApp. Apesar da cordialidade nas conversas, essa relação reflete a dinâmica de poder entre os EUA e a Venezuela, onde a soberania do país sul-americano é questionada. A influência de Rubio se destaca pela forma como ele controla as receitas provenientes das exportações de petróleo, estabelecendo condições sobre como esse dinheiro deve ser utilizado.
O Tesouro dos EUA, que recebe a maior parte das receitas de exportação da Venezuela, repassa esses recursos ao governo venezuelano, mas sob a supervisão de Rubio. Essa abordagem permite que ele combata a corrupção e, ao mesmo tempo, ofereça ao regime venezuelano uma proteção contra credores que exigem pagamentos de dívidas.
Além disso, Rubio supervisiona a aplicação de sanções dos EUA, decidindo quem pode fazer negócios na Venezuela. Ele também está reformulando o setor petrolífero, ampliando o acesso de empresas americanas ao mercado. A interdependência entre Rubio e Rodríguez é clara, pois ela depende das receitas que ele controla para manter a estabilidade econômica do país.
Recentemente, após terremotos que atingiram a Venezuela, Rubio intensificou seus esforços para fortalecer o governo interino. Os EUA enviaram ajuda significativa e recursos financeiros, embora a situação tenha se tornado mais complexa, dificultando a missão de devolver a democracia ao país. A capacidade de recuperação da Venezuela é crucial para os interesses dos EUA, especialmente no que diz respeito ao petróleo.
Os críticos da administração Trump argumentam que essa abordagem drena os recursos da Venezuela e perpetua um governo autoritário. A situação atual levanta questões sobre a ética da intervenção americana e as implicações para a soberania da Venezuela, enquanto Rubio continua a exercer um controle sem precedentes sobre um país soberano.




