Post: Ingressos da Copa a preço recorde afastam torcedores, mesmo com Messi em campo

Ingressos da Copa do Mundo de 2026 têm preços recordes, afastando torcedores mesmo com Messi em campo.
Imagem gerada com IA

A Copa do Mundo de 2026, que ocorre nos Estados Unidos, apresenta um fenômeno inesperado: mesmo com Lionel Messi, uma das maiores estrelas do futebol mundial, em campo, os estádios não estão se preenchendo como esperado. Durante a vitória da Argentina sobre a Suíça nas quartas de final, grandes áreas do Arrowhead Stadium, em Kansas City, estavam visivelmente vazias, levantando questões sobre a acessibilidade dos ingressos e a estratégia de preços da FIFA.

Os preços dos ingressos nesta edição do torneio são os mais altos da história, custando em média três vezes mais do que os valores praticados na Copa de 2022, no Qatar. Em sites de revenda, os ingressos variavam entre US$ 1.500 (cerca de R$ 7.700) e US$ 4.000 (aproximadamente R$ 20.400). Essa realidade pode ter afastado muitos torcedores, que se sentiram desencorajados a comparecer aos jogos devido aos altos custos.

Além disso, a FIFA não se manifestou sobre os assentos vazios, mas em um comunicado após a partida, informou que ainda havia ingressos disponíveis para as semifinais, o que indica que a demanda pode não estar acompanhando a oferta. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, justificou os preços elevados como reflexo do mercado local, especialmente nos Estados Unidos, onde a maioria dos jogos está sendo realizada. A estratégia de preços flutuantes, semelhante à utilizada por setores como hotelaria e aviação, não parece ter funcionado para atrair um público maior.

Os assentos vazios em Kansas City são ainda mais surpreendentes considerando o apetite local por futebol. A cidade liderou as medições de audiência da Copa do Mundo da Fox, com uma participação de 18%, indicando que muitos torcedores estavam acompanhando os jogos pela televisão, mas não comparecendo aos estádios. Essa discrepância levanta preocupações sobre a forma como a FIFA está gerenciando a venda de ingressos e a experiência do torcedor.

Embora o torneio tenha quebrado recordes de público em geral, com 48 seleções disputando 104 jogos, a FIFA enfrenta críticas por sua abordagem. Torcedores e políticos acusam a entidade de lucrar excessivamente e de explorar seu monopólio sobre o evento esportivo mais assistido do mundo. Mesmo com alguns ingressos não vendidos, a FIFA espera arrecadar mais de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15,3 bilhões) em vendas de ingressos, um valor que ultrapassa o dobro do recorde anterior.

Os jogos da Argentina, em particular, se destacam pelos altos preços, em grande parte devido à presença de Messi, cuja imagem é um atrativo significativo para os fãs. Em Kansas City, torcedores recorreram a alternativas criativas para cobrir seus custos, como a venda de alimentos típicos argentinos e produtos piratas relacionados ao time. Essa dinâmica mostra como a paixão pelo futebol ainda existe, mas as barreiras financeiras estão se tornando um obstáculo para muitos.

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