O lançamento da megaponte de 12,4 km entre Salvador e a ilha de Itaparica, na Bahia, ocorreu em um evento modesto, marcado por um discurso do presidente Lula, que fez críticas à especulação imobiliária. A cerimônia, realizada na quarta-feira (1º), simboliza o início de uma das maiores obras de infraestrutura do país, com um custo estimado em R$ 11,6 bilhões, sendo R$ 3 bilhões provenientes de aportes federais. Este evento acontece dois dias antes do término do prazo que limita a participação do presidente em inaugurações devido à legislação eleitoral.
Durante seu discurso no canteiro de obras em Vera Cruz, Lula enfatizou a importância de se ter responsabilidade na gestão do desenvolvimento da região, alertando sobre os riscos da especulação imobiliária. Ele destacou que é essencial proteger a tranquilidade dos moradores da ilha, evitando que o crescimento desordenado transforme a vida local em um verdadeiro inferno. “Precisamos cuidar para que a especulação imobiliária não tome conta da ilha”, afirmou Lula, referindo-se ao impacto que a chegada de grandes investimentos pode ter sobre a comunidade local.
A obra da ponte não só promete melhorar a conectividade entre Salvador e Itaparica, mas também inclui a construção de novos acessos viários, uma via expressa na ilha e a duplicação de trechos da BA-001. Este projeto é resultado de uma Parceria Público-Privada (PPP) entre o Governo da Bahia e a Concessionária Ponte Salvador–Itaparica, que envolve grupos chineses como a China Communications Construction Company (CCCC) e a China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC).
O governo federal prevê que o investimento total será de R$ 11,6 bilhões, com R$ 3 bilhões de aporte federal, R$ 3,1 bilhões de aporte estadual e R$ 5,5 bilhões da concessionária. O contrato de concessão terá duração de 35 anos, sendo o primeiro ano destinado a estudos e obtenção de licenças necessárias para o início das obras. A expectativa é que a construção traga benefícios significativos para a economia local e regional, mas é fundamental que o desenvolvimento ocorra de forma sustentável e respeitosa com a comunidade existente.




