A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quarta-feira (15), os MCs de funk Ryan SP e Poze do Rodo durante uma operação voltada para desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro. A ação, que faz parte da “Operação Narco Fluxo”, ocorre em diversos estados do Brasil, visando combater organizações criminosas que movimentam valores de forma ilícita.
lavagem: cenário e impactos
Segundo informações da CNN Brasil, Poze foi detido em sua residência, localizada no Recreio dos Bandeirantes, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A defesa do artista declarou que não teve acesso aos detalhes do mandado de prisão e se manifestou dizendo que, uma vez que obtiver acesso aos autos, buscará a liberdade do rapper e prestará os devidos esclarecimentos ao Judiciário.
MC Poze do Rodo já possui um histórico de investigações. Em ocasiões anteriores, ele admitiu ter se envolvido com o tráfico de drogas antes de se tornar conhecido no cenário musical. Em maio de 2025, durante uma triagem no sistema prisional do Rio de Janeiro, ele também confirmou ter vínculos com a facção criminosa Comando Vermelho (CV).
O artista é conhecido por suas apresentações em várias cidades do Brasil, incluindo Rondonópolis, onde conquistou uma base de fãs significativa.
A defesa de Ryan SP, por sua vez, afirmou que ainda não teve acesso ao processo que tramita em segredo de justiça, o que impossibilita uma manifestação mais específica sobre os fatos. No entanto, a defesa ressaltou a integridade do artista e a legalidade de suas transações financeiras, afirmando que todos os valores em suas contas têm origem comprovada e são submetidos a rigoroso controle fiscal.
Entenda a operação
A “Operação Narco Fluxo” tem como objetivo principal desarticular uma organização criminosa dedicada à movimentação ilícita de valores, incluindo transações com criptoativos, tanto no Brasil quanto no exterior. As investigações que culminaram nas prisões de hoje identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de capitais, utilizando um sistema para ocultar e dissimular valores.
Os envolvidos na operação utilizavam operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos. Estima-se que o volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapasse R$ 1,6 bilhão, conforme as investigações da PF.
Foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 39 mandados de prisão temporária em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. Além das prisões, a operação também resultou em medidas de bloqueio patrimonial, como sequestro de bens e restrições societárias, com o intuito de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
Além das prisões de Ryan e Poze, a PF apreendeu veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que estão sendo analisados para elucidar a extensão das atividades criminosas.
Essa operação levanta questões sobre a relação entre a música e o crime organizado no Brasil, especialmente em um cenário onde artistas de funk frequentemente enfrentam investigações relacionadas a atividades ilícitas. O desdobramento desse caso poderá impactar não apenas a carreira dos envolvidos, mas também a percepção pública sobre o gênero musical e seus representantes.
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