Post: GPA registra prejuízo no trimestre, mas avança com plano de eficiência

GPA registra prejuízo de R$ 731 milhões no trimestre, mas avança com plano de eficiência para reestruturação.
GPA registra prejuízo no trimestre, mas avança com plano de eficiência

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou um prejuízo líquido consolidado de R$ 731 milhões no terceiro trimestre de 2026. O resultado, conforme o CEO Alexandre Santoro, reflete uma fase de reestruturação, após a empresa ter solicitado recuperação extrajudicial em março deste ano. Apesar do resultado negativo, Santoro acredita que a companhia está começando a colher os frutos de um plano de eficiência que visa reverter a crise financeira. No mesmo período do ano passado, o GPA havia registrado um lucro líquido de R$ 134 milhões, antes de iniciar as negociações com credores para reestruturar suas dívidas.

O prejuízo foi impulsionado principalmente pelo fechamento de operações, como os hipermercados Extra e postos de combustíveis, que resultaram em perdas de R$ 511 milhões. Além disso, a receita líquida da empresa caiu de R$ 4,9 bilhões para R$ 4,6 bilhões, uma redução de 6,5%. No acumulado do ano, o GPA totaliza R$ 12,7 bilhões em vendas líquidas, contra R$ 14 bilhões no mesmo período de 2025.

A homologação do pedido de recuperação extrajudicial pela Justiça de São Paulo em 7 de outubro permitiu à empresa implementar ajustes significativos. O EBITDA ajustado (lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 16,9% em relação ao ano anterior, passando de R$ 412 milhões para R$ 482 milhões, além de um aumento de 7% em comparação ao trimestre anterior.

O GPA está implementando o que chamou de “Plano de Eficiência”, que inclui a redução de cerca de 20% no quadro de funcionários, a descontinuação de contratos ineficientes e a otimização de despesas operacionais. Segundo Santoro, o foco é simplificar as operações e atender melhor à demanda dos clientes. Ele exemplificou essa estratégia ao mencionar a venda de sushi, que deve ser mantida apenas em lojas onde a demanda justifique a oferta.

Outro ponto crucial do plano é a renegociação das dívidas, que ultrapassam R$ 4,3 bilhões. Santoro enfatizou que a resolução de passivos estruturais, como dívidas fiscais e trabalhistas, é essencial para a sobrevivência da empresa. A companhia também busca retomar o crescimento nas vendas, após a decisão de priorizar a rentabilidade, que levou à descontinuação do modelo de parceria comercial com pequenos negócios, o formato Aliados.

Além disso, a empresa está reposicionando a marca Extra, que representa um terço da receita total, buscando melhorar sua proposta de valor ao cliente. Santoro destacou a importância de fortalecer as áreas de perecíveis, como frutas e verduras, e de oferecer um serviço de maior qualidade para recuperar a fatia de mercado perdida nos últimos anos.

Por fim, a estratégia de reorganização inclui a regionalização das operações, com a criação de representações em cidades como Rio de Janeiro, Brasília e Recife, para melhor adequar os sortimentos de produtos às necessidades locais. Essa abordagem visa não apenas a recuperação financeira, mas também a construção de uma base sólida para o futuro do GPA.

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