Post: Fim da escala 6×1 melhora produtividade e regime por hora pode ser complemento, afirma CEO de rede de supermercados

CEO da rede Savegnago fala sobre a adoção da escala 5x2, que aumentou a produtividade e sugere regime por hora como complemento.
Fim da escala 6x1 melhora produtividade e regime por hora pode ser complemento, afirma CEO de rede de supermercados

O CEO da rede de supermercados Savegnago, Chalim Savegnago, revelou em entrevista ao programa C-Level que a transição para a escala 5×2, implementada em janeiro deste ano, trouxe resultados positivos para a empresa. Segundo ele, a mudança não apenas aumentou a satisfação dos funcionários, mas também elevou a produtividade sem comprometer a lucratividade da rede. No entanto, Savegnago observou que a rotatividade e o absenteísmo, que incluem faltas justificadas e injustificadas, ainda não apresentaram melhorias significativas.

Chalim Savegnago defende que o regime de trabalho por hora pode ser um complemento útil ao quadro de funcionários, especialmente após a recente aprovação da redução da jornada semanal pelo Congresso. Ele acredita que a diminuição do horário de funcionamento das lojas pode compensar essa mudança, permitindo que os clientes tenham mais tempo para fazer suas compras. “Nossos clientes também vão trabalhar duas horas a menos por semana. Eles vão ter mais tempo disponível para fazer suas compras, então não preciso ficar tanto mais tempo aberto”, explicou.

Desde a implementação da escala 5×2, a rede Savegnago, que ocupa a 5ª posição entre as maiores redes de supermercados de São Paulo, notou um aumento na procura por vagas. Savegnago mencionou que a nova escala facilitou a atração de candidatos, especialmente em locais como Indaiatuba, onde a empresa enfrentava dificuldades para preencher as vagas. Ele destacou que a satisfação dos funcionários com a nova jornada foi um fator importante para essa adaptação bem-sucedida.

Embora a empresa tenha visto uma redução nos gastos com vale-transporte e vale-alimentação, a rotatividade ainda permanece alta, o que não era o esperado. Savegnago enfatizou que, com a nova jornada, os funcionários trabalham 8 horas e 48 minutos, em comparação com as 7 horas e 20 minutos da antiga escala 6×1. Para se adaptar, a empresa fez pequenas alterações, como reduzir o horário de funcionamento aos domingos e o tempo de almoço.

A proposta de uma nova emenda constitucional que permitiria um regime de horas mais flexível, com acordos individuais, foi discutida. Savegnago acredita que isso poderia beneficiar tanto os empregadores quanto os empregados, permitindo que estudantes e outros trabalhadores possam complementar sua renda com jornadas menores. No entanto, ele ressaltou a importância de garantir a segurança e a previsibilidade para os funcionários, evitando situações em que eles sejam dispensados repentinamente.

Em relação ao impacto financeiro da mudança, Savegnago afirmou que, até o momento, não houve aumento significativo nos custos operacionais, desde que a jornada de trabalho ainda se mantém em 44 horas semanais. Ele alertou, no entanto, que se a jornada for reduzida sem uma correspondente diminuição no horário de funcionamento das lojas, haverá um aumento nos custos devido à necessidade de contratar mais funcionários. O CEO destacou que o objetivo é evitar repassar esses custos aos consumidores, mantendo a rentabilidade da empresa.

Por fim, Savegnago comentou sobre a percepção do setor em relação à mudança da escala de trabalho, afirmando que muitos superestimaram os custos associados ao fim da escala 6×1. Ele acredita que a solução para minimizar os impactos financeiros está na redução do horário de funcionamento das lojas, o que permitiria uma melhor adequação à nova legislação sem comprometer os preços para os clientes. A implementação da escala 5×2 e a discussão sobre a possibilidade de um regime de horas mais flexível refletem uma mudança significativa no setor supermercadista, que busca se adaptar às novas demandas do mercado e às necessidades dos trabalhadores.

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