Post: Executivos do Ueno Bank, presos no Paraguai, têm histórico no Brasil

Dois executivos do Ueno Bank, presos no Paraguai, têm histórico profissional no Brasil, levantando questões sobre a supervisão financeira.
Executivos do Ueno Bank, presos no Paraguai, têm histórico no Brasil

Dois dos oito executivos detidos por fraudes no Ueno Bank, no Paraguai, têm passagens pelo Brasil. Diego Duarte Schussmuller e Alejandro Gómez, ambos diretores administrativos da instituição, foram presos em meio a um escândalo que levou o Banco Central paraguaio a fechar a instituição. O índice de solvência do banco caiu para 5,56%, bem abaixo do mínimo exigido de 12%. A crise resultou na renúncia do presidente paraguaio, Santiago Peña, que havia sido investidor da holding do Ueno Bank até março de 2025.

O juiz Rodrigo Estigarribia, especializado em crimes econômicos, determinou a prisão preventiva dos principais executivos envolvidos, incluindo o presidente do banco, Juan Manuel Gustale Cardoni, e outros diretores. Diego Duarte Schussmuller, ex-integrante do conselho de administração do Banco Central do Paraguai, tem um currículo que inclui altos cargos em instituições financeiras tanto no Paraguai quanto no Brasil. Embora seu perfil no LinkedIn esteja fora do ar, informações disponíveis indicam que ele ocupou posições de destaque na Agência Financeira de Desenvolvimento do Paraguai e na agência de classificação de risco Solventa SA.

Alejandro Gómez, por sua vez, foi diretor sênior de crédito do HSBC em São Paulo entre 2014 e 2015. Durante seu tempo no HSBC, ele liderou a equipe de análise de crédito para setores como petróleo e gás, e supervisionou a classificação de risco de grandes empresas brasileiras. Antes disso, atuou na Standard & Poor’s, onde ocupou cargos de relevância no setor financeiro.

O Ueno Bank, que agora enfrenta um colapso financeiro, teve sua gestão criticada e a situação levou a protestos e pedidos de impeachment contra o presidente do Paraguai. As prisões dos executivos refletem a gravidade do escândalo, que não apenas impactou a instituição, mas também levantou questões sobre a supervisão financeira no país. A investigação continua, e mais detalhes sobre as operações do Ueno Bank e seus executivos devem emergir nas próximas semanas.

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