Post: Críticos de Santiago Peña questionam paradeiro do presidente e fazem comparações com Flávio Bolsonaro

Senadores criticam Santiago Peña e comparam sua situação à de Flávio Bolsonaro, questionando seu paradeiro em meio a crise política no Paraguai.
Críticos de Santiago Peña questionam paradeiro do presidente e fazem comparações com Flávio Bolsonaro

Senadores da oposição ao presidente do Paraguai, Santiago Peña, levantaram questionamentos sobre o paradeiro do chefe do Executivo em meio à crise política que envolve o país. Enquanto o Congresso debate a aceitação da renúncia de Peña ou a abertura de um processo de impeachment, a situação foi comparada à de Flávio Bolsonaro, ex-candidato derrotado nas eleições brasileiras, que deixou o Brasil após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. A senadora Esperanza Martínez, do partido Frente Guasú, expressou sua preocupação em relação à possibilidade de que Peña possa ter se refugiado em um país amigo para evitar as consequências legais que enfrenta. “Quero que os cidadãos saibam que há duas saídas para Santiago Peña. A primeira está ligada ao processo de impeachment: ele continua sendo presidente e, portanto, não pode deixar o país sem a autorização do Congresso. Quando essa novela terminar, Santiago Peña terá que cumprir com a Justiça como qualquer cidadão”, afirmou Martínez. Ela alertou que, se a renúncia de Peña for aceita, ele poderá sair do país como senador vitalício, o que o protegeria de qualquer ação judicial. “Ele poderá pegar o avião que quiser, fazer o que Flávio Bolsonaro fez e ser recebido por algum governo amigo. E o que vamos dizer ao povo quando ele estiver no exterior?”, questionou a senadora durante uma declaração no Congresso paraguaio. A incerteza sobre o paradeiro de Peña foi reforçada por outros senadores, que também questionaram se ele ainda se encontra no país, já que o Executivo não comunicou ao Legislativo sobre qualquer saída do presidente. O presidente do Senado, por sua vez, confirmou que não houve informação oficial sobre a movimentação do presidente. A crise política se intensificou após a renúncia de Peña, anunciada nesta quinta-feira (5), em meio a denúncias de fraude envolvendo o Ueno Bank, um dos principais bancos digitais do Paraguai, que conta com 2,9 milhões de clientes. Em um pronunciamento em vídeo publicado na rede social X, Peña justificou sua decisão, afirmando que a renúncia foi motivada pela necessidade de preservar a estabilidade do país e a paz social, além de proteger as instituições democráticas. O anúncio de sua saída ocorreu enquanto a Câmara dos Deputados analisava a abertura de um processo de impeachment, que contava com o apoio até mesmo da base governista, que anunciou que votaria a favor da medida. A votação foi realizada e, com 78 parlamentares presentes, a Câmara aprovou por unanimidade a abertura do processo. Agora, cabe ao Senado decidir se dará continuidade ao impeachment ou se aceitará a renúncia do presidente. A situação política no Paraguai continua a ser monitorada de perto, uma vez que a decisão do Senado terá um impacto direto sobre o futuro do país e a confiança nas instituições democráticas.

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