Em 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu não estender o horário de votação, que se encerrou às 17h, mesmo após blitze ilegais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que dificultaram a locomoção de eleitores, especialmente no Nordeste. O então presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, afirmou em coletiva de imprensa que todos os eleitores conseguiram chegar a tempo às seções eleitorais, tornando desnecessária a ampliação do prazo. A Folha de S.Paulo havia noticiado que a PRF descumpriu uma ordem judicial de Moraes, que proibia operações que interferissem no transporte público de passageiros. Até o meio-dia do segundo turno, a PRF havia realizado mais de 500 ações de fiscalização em ônibus.
A campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, interpretou as ações da PRF como uma tentativa de boicote e solicitou ao TSE a extensão do horário de votação, mas o pedido foi negado. Moraes declarou que, embora algumas operações tivessem atrasado a chegada de eleitores, nenhuma delas impediu que chegassem às suas seções. As ações da PRF no segundo turno foram incluídas em um processo que investigava a tentativa de manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas urnas. A atuação do então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, foi analisada como parte das estratégias para dificultar o acesso dos eleitores às urnas.
Neste ano, a campanha de Lula, que busca a reeleição, novamente solicitou ao TSE a prorrogação do horário de votação, desta vez das 17h para as 19h, em dez estados, devido a relatos de redução no transporte público, o que contraria as normas eleitorais. O pedido foi aceito e a prorrogação se aplica a todo o país. Por outro lado, Flávio Bolsonaro, do PL, também pediu a extensão do horário em algumas cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, onde eventos climáticos severos, como chuvas intensas e deslizamentos, foram registrados.



