Na última sexta-feira (26), o Exército dos EUA anunciou a realização de ataques contra o Irã, apenas dez dias após a divulgação de um acordo de cessar-fogo entre as partes. O Comando Central americano informou que as operações aéreas miraram locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de instalações de radar costeiro. A escalada de hostilidades ocorre em um contexto de crescente tensão na região, evidenciando a fragilidade do acordo preliminar que visava encerrar a guerra com o Irã.
A mídia iraniana relatou que um projétil atingiu a área ao redor de um píer em Sirik, no sul do Irã. Os bombardeios americanos foram uma retaliação a um ataque atribuído a Teerã contra o navio comercial Ever Lovely, de bandeira singapuriana, no estreito de Hormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, responsabilizou o Irã pelo incidente, afirmando que, embora o navio tenha sofrido danos, conseguiu seguir seu caminho. Em uma postagem em sua rede social, Trump mencionou que três drones foram derrubados e qualificou a ação iraniana como uma violação do acordo de cessar-fogo.
A troca de ataques ressalta a incerteza em torno do acordo de paz. Funcionários americanos, que pediram anonimato, confirmaram que o Irã disparou contra o porta-contêiner, intensificando as preocupações sobre a segurança na região. O Irã, por sua vez, expressou indignação em relação às declarações dos EUA e de seis países do Golfo, que desqualificaram a afirmação iraniana sobre a possibilidade de cobrar pedágios de embarcações que transitam pelo estreito.
Além disso, a Organização Marítima Internacional (OMI), vinculada à ONU, informou que 115 navios e 2.500 marinheiros foram retirados do estreito desde a última terça-feira (23), em resposta à escalada de tensões. A situação continua a evoluir, com o mundo observando atentamente os desdobramentos dessa nova fase de hostilidades entre os EUA e o Irã.



