A proximidade da Copa do Mundo, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, está gerando um aumento significativo na venda de camisas falsificadas na Argentina, país dos atuais campeões mundiais. A febre pelo futebol, especialmente após a vitória da Argentina em 2022, tem levado muitos torcedores a buscar alternativas mais baratas para demonstrar seu apoio à seleção. Segundo Fabián Castillo, presidente da Câmara de Comércio de Buenos Aires, mais de 70% das camisas da seleção argentina vendidas nas ruas são falsificadas. A alta nos preços dos produtos oficiais e a perda do poder de compra dos argentinos, devido à inflação, são fatores que impulsionam esse mercado paralelo. Nas ruas de Buenos Aires, a presença de chapéus, bandeiras e camisetas nas cores azul-claro e branco é marcante, refletindo o entusiasmo dos torcedores. No entanto, a proliferação de produtos falsificados preocupa os varejistas locais, que já enfrentam dificuldades devido às políticas de abertura de mercado do presidente Javier Milei. Durante seu governo, o aumento das importações baratas levou ao fechamento de várias fábricas têxteis, agravando a situação do setor. Além das camisas, as figurinhas de futebol também estão no centro desse comércio ilegal. Enquanto as originais são vendidas em lojas de conveniência, versões falsificadas e mais acessíveis são facilmente encontradas online. Lucas Aranda, comerciante de tecidos na província de Buenos Aires, destaca que as camisas falsificadas são vendidas por cerca de 40.000 pesos (aproximadamente R$ 140), um valor consideravelmente menor do que as oficiais. A Copa do Mundo, que começa no próximo mês, terá a Argentina enfrentando a Argélia em sua primeira partida, no dia 16 de junho. A expectativa é que o evento continue a alimentar o mercado de falsificações, à medida que a paixão pelo futebol se intensifica. Para muitos argentinos, a escolha por produtos falsificados é uma questão de necessidade econômica, mas também reflete uma resistência cultural em manter viva a paixão pelo esporte, mesmo diante das adversidades econômicas. Continue acompanhando o Clique Agora para mais notícias sobre política, cidades, economia, segurança, agronegócio e os principais acontecimentos de Rondonópolis, Mato Grosso e do Brasil.


