Post: Aumento no consumo de proteína nos Estados Unidos altera a disputa entre carnes e ovos

O aumento do consumo de proteína nos EUA altera a dinâmica entre carnes, ovos e outras fontes, refletindo mudanças nos hábitos alimentares.
Aumento no consumo de proteína nos Estados Unidos altera a disputa entre carnes e ovos

O consumo de proteína nos Estados Unidos tem crescido de forma significativa nos últimos anos, refletindo mudanças nos hábitos alimentares da população. Com o movimento Make America Healthy Again e novas diretrizes alimentares que enfatizam a ingestão de proteínas, muitos americanos, especialmente aqueles que utilizam medicamentos GLP-1, têm aumentado a quantidade de proteína em suas dietas para preservar a massa muscular durante a perda de peso. Essa crescente demanda tem levado as empresas a adicionar proteína a uma variedade de produtos, desde cereais até pratos como o Kraft Mac & Cheese.

A preferência por carne bovina de alta qualidade tem se intensificado, mas o rebanho bovino dos Estados Unidos está em seu nível mais baixo em décadas. Isso resultou em um aumento significativo nos preços, com o custo dos bifes alcançando quase US$ 13 por libra e a carne moída se aproximando de US$ 7 por libra. Nos últimos dois anos, o preço dos bifes subiu 16,6%, refletindo a disposição dos consumidores de maior poder aquisitivo em pagar por cortes de carne de qualidade superior. A expectativa é que o consumo médio de carne bovina per capita atinja 59 libras neste ano, um aumento em relação ao mínimo de 54 libras registrado em 2014.

Por outro lado, o frango continua sendo a proteína animal mais acessível e consumida nos Estados Unidos. O preço dos frangos inteiros é de cerca de US$ 2 por libra, enquanto os pedaços de frango sem osso custam o dobro. Essa opção é preferida por muitos que estão preocupados com os potenciais efeitos da carne vermelha na saúde, embora estudos recentes sugiram que algumas dessas preocupações podem ser exageradas. O consumo de frango disparou desde a década de 1990, com a expectativa de que cada americano consuma, em média, 108 libras neste ano.

Os ovos, outra fonte importante de proteína, têm visto uma queda nos preços, atualmente custando cerca de US$ 2,25 a dúzia, em comparação com os US$ 6,25 registrados em maio de 2025, quando um surto de gripe aviária afetou a oferta. A produção de ovos e frangos é mais ágil em responder a oscilações na demanda, o que significa que qualquer grande surto de gripe aviária poderia impactar significativamente os preços novamente.

Embora o consumo de carne suína tenha se mantido estagnado por 40 anos, com uma média de 50 libras por pessoa anualmente, o preço das costeletas de porco continua a ser um terço do preço dos bifes. A carne suína não conseguiu atrair mais consumidores, mesmo com a sua acessibilidade. Além disso, o consumo de pescados e frutos do mar nos Estados Unidos quase dobrou desde a década de 1960, atingindo quase 20 libras em 2023, com a maioria dos produtos sendo frescos ou congelados.

O aumento no consumo de proteína está mudando o cenário alimentar nos Estados Unidos, com a carne bovina e o frango liderando a preferência entre os consumidores. A dinâmica de preços e a oferta de carnes e ovos continuarão a ser influenciadas por fatores como saúde pública e condições de mercado, enquanto os americanos buscam cada vez mais opções de proteína em suas dietas.

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