O Brasil registrou a criação de apenas 121,3 mil postos de trabalho formais em setembro, uma queda alarmante de 43% em relação ao mesmo mês do ano anterior, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho. Este resultado marca o pior desempenho para o mês desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020, superando até mesmo os impactos da pandemia de Covid-19, que naquele ano resultaram na criação de 299,7 mil empregos formais em setembro.
No total, o país contabilizou 2,214 milhões de contratações e 2,09 milhões de demissões em setembro. O acumulado de empregos formais desde o início do ano é de apenas 1,2 milhão, o que representa o pior desempenho desde 2020, quando o saldo foi negativo. Os meses anteriores, de abril a agosto, também mostraram resultados insatisfatórios, com a economia brasileira apresentando os piores números para cada mês desde 2020, evidenciando uma desaceleração preocupante no mercado de trabalho.
Entre os setores, o de serviços destacou-se como o que mais gerou novas vagas, com um saldo positivo de 81,2 mil postos. A indústria também contribuiu, adicionando 19,3 mil empregos. Por outro lado, o comércio varejista, embora tenha registrado um saldo positivo de 9.435 empregos, continua com um resultado negativo acumulado no ano, totalizando uma perda de 31,6 mil empregos formais. O setor agropecuário, por sua vez, teve um saldo negativo, com a eliminação de 4.381 vagas.
No que diz respeito aos estados, apenas o Rio Grande do Sul apresentou uma queda no número de postos de trabalho com carteira assinada, com uma redução de 0,1%, impulsionada pela diminuição na fabricação de produtos de fumo e no comércio varejista. Em contrapartida, Alagoas liderou as altas, com um aumento de 2,47% no saldo de empregos formais, seguido por Amapá (1,35%) e Roraima (1,23%). As maiores variações acumuladas de janeiro a setembro foram observadas no Amapá, que registrou um crescimento de 7,75%, seguido por Roraima (4,54%) e Piauí (4,52%).




