O brasileiro Gabriel Medina, tricampeão mundial de surfe, quebrou um jejum de vitórias ao triunfar na etapa inaugural da World Surf League (WSL) nas Filipinas, realizada nesta terça-feira (3). A competição, marcada por ondas pesadas e tubulares geradas por um tufão, foi um verdadeiro espetáculo, e Medina não decepcionou. Esta é sua primeira vitória no circuito desde abril de 2023, quando conquistou a etapa de Margaret River, na Austrália. Com o resultado, ele assume a vice-liderança do ranking da temporada 2026, ficando atrás apenas do compatriota Yago Dora, atual campeão mundial, que foi derrotado por Medina nas semifinais.
A etapa foi realizada na bancada de Recife de Cloud 9, na ilha de Siargao, que teve uma estreia memorável no maior palco do surfe, com ondas consistentes e condições ideais, favorecidas pelo tufão In-fa. O evento atraiu grandes multidões, que se aglomeraram nas praias para acompanhar as manobras dos surfistas e vibrar a cada onda.
Na final, Medina enfrentou o australiano Jack Robinson, conhecido por sua habilidade em tubos. O brasileiro começou forte, encaixando um tubo impressionante e recebendo 7,5 de 10. Robinson, no entanto, não ficou atrás e assumiu a liderança ao completar algumas manobras intermediárias. Mas Medina, determinado a não deixar a oportunidade escapar, aguardou a onda perfeita e, ao pegar um pico de água azul cristalina, executou uma descida impressionante, recebendo uma nota extraordinária de 9,43, totalizando 16,93 nas duas ondas.
Robinson tentou reagir com um tubo profundo, mas não conseguiu superar a performance de Medina, que celebrou a vitória com os braços cruzados sobre o peito, expressando sua satisfação após um ano desafiador, onde ficou em segundo lugar em três competições. “Sim, isso significa muito. Venho me esforçando muito durante o ano inteiro e viajando bastante com minha equipe. Eu realmente queria uma vitória neste ano”, afirmou o surfista de 32 anos.
Na competição feminina, a californiana Caitlin Simmers também brilhou, superando uma lesão para conquistar o título. Ela avançou pelas quartas de final, apesar de uma penalização por interferência, e na semifinal, beneficiou-se de uma penalidade aplicada à havaiana Carissa Moore, líder do ranking mundial, que a custou a bateria. Na final, Simmers, campeã mundial de 2024, começou forte e, mesmo enfrentando quedas, conseguiu uma combinação de manobras que lhe garantiu a vitória com uma soma de 12 pontos, contra 10,77 da australiana Isabella Nichols.
Com o resultado, Simmers subiu para o terceiro lugar no ranking, enquanto a próxima e última etapa do circuito mundial de surfe está marcada para acontecer em Pipeline, no Havaí, de 8 a 20 de dezembro. A expectativa é alta para essa competição decisiva, onde os surfistas lutarão pelo título mundial.



