Shigehisa Takada, ex-presidente-executivo da Takata Corp., faleceu aos 60 anos. A fabricante japonesa de airbags, que se tornou famosa por seu envolvimento em um dos maiores escândalos da indústria automobilística, enfrentou um colapso em 2017 após um recall histórico de airbags defeituosos. A causa da morte de Takada ainda não foi divulgada, e o funeral ocorreu nesta semana, conforme informações de fontes próximas que preferiram não se identificar.
O legado de Takada é marcado por um escândalo prolongado envolvendo a segurança de seus produtos, que resultou no recall de mais de 100 milhões de airbags em todo o mundo. Os dispositivos defeituosos, que ainda representam um risco de explosão e ferimentos por estilhaços, causaram a morte de 28 pessoas nos Estados Unidos, de acordo com a Administração Nacional de Segurança no Trânsito Rodoviário (NHTSA).
A Takata, que já fornecia airbags para mais de 20 montadoras, incluindo Honda, Toyota e Ford, faliu após enfrentar processos judiciais e uma crise de confiança sem precedentes. Em 2018, a empresa foi adquirida por um consórcio liderado pela Key Safety Systems, mudando seu nome para Joyson Safety Systems e encerrando a era da família Takada à frente da companhia.
Shigehisa Takada era a terceira geração da família a comandar a Takata, que foi fundada por seu avô, Takezo Takada, em 1933, inicialmente como uma empresa têxtil. Seu pai, Juichiro, foi responsável por levar a empresa à bolsa em 2006 e expandir suas operações no exterior. Shigehisa ingressou na companhia em 1988 e se tornou presidente-executivo em 2013. Conhecido por sua discrição, ele se formou na Universidade Keio em ciências e tecnologia, antes de assumir a liderança em um período conturbado para a empresa.




