O copiloto da Flydubai que tentou assumir o controle de um voo entre Dubai e Tel Aviv planejava um ataque suicida em Israel, inspirado nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif al-Shamsi, revelou que o plano envolvia lançar o avião contra um terminal do Aeroporto Internacional Ben Gurion, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (9) pela agência estatal de notícias WAM.
Esta declaração representa a confirmação mais detalhada até o momento sobre o incidente, que ocorreu quando a aeronave estava no espaço aéreo saudita. Durante o ataque, o copiloto utilizou um machado de emergência, normalmente mantido na cabine de comando para situações críticas, para atacar o comandante do voo. O avião despencou quase 5.000 metros em apenas 30 segundos, mas foi controlado por outros dois pilotos que conseguiram pousá-lo em segurança na Arábia Saudita.
O suspeito, um cidadão de Omã, foi posteriormente transferido para os Emirados Árabes Unidos, onde a Flydubai está baseada. A investigação revelou que o copiloto havia utilizado dois voos anteriores para se familiarizar com a rota e o aeroporto de destino. Além disso, ele teria assistido a vídeos relacionados ao terrorismo e treinado boxe para se preparar para o ataque.
Apesar do incidente, o procurador afirmou que a Flydubai não cometeu irregularidades e que o suspeito atendia a todos os requisitos de segurança e profissionais para atuar como piloto. Ele possuía licença de piloto e um atestado de bons antecedentes. Shamsi enfatizou que, durante os procedimentos de recrutamento, não foram encontrados indícios de opiniões extremistas ou de intenções terroristas por parte do homem de 29 anos, que já havia trabalhado para companhias aéreas de diferentes países.



