O ex-prefeito de Manchester, Andy Burnham, está prestes a ser aclamado como o novo primeiro-ministro do Reino Unido, sucedendo Keir Starmer. Com o apoio de 349 dos 403 deputados trabalhistas no Parlamento, Burnham já garantiu a maioria necessária para assumir a liderança do partido. Na última segunda-feira (13), ele recebeu o respaldo de mais 27 parlamentares, somando-se aos 322 já conquistados na primeira votação da semana anterior.
A contagem de votos indica que nenhum outro candidato tem chances de alcançar os 81 apoios necessários para se candidatar à liderança, mesmo com a data limite para votação se estendendo até quarta-feira (15). Burnham ainda precisa do aval de três organizações afiliadas, incluindo pelo menos dois sindicatos, um processo considerado uma formalidade eleitoral.
A confirmação oficial de Burnham como líder do Partido Trabalhista deve ocorrer na sexta-feira (17), durante um congresso extraordinário. Após isso, ele se preparará para assumir o cargo de primeiro-ministro, com a expectativa de se mudar para o escritório na Downing Street na segunda-feira (20), após uma audiência com o rei Charles III.
Burnham, de 56 anos, conquistou uma cadeira no Parlamento em uma eleição legislativa suplementar em junho, uma condição essencial para sua candidatura à liderança trabalhista. Ele já havia tentado liderar o partido em 2010 e 2015, sem sucesso.
Desde seu retorno ao Parlamento, Burnham delineou suas prioridades, prometendo um amplo processo de descentralização para impulsionar o crescimento econômico. “Vamos fazer o maior reequilíbrio de poderes que o nosso país já conheceu”, declarou.
A popularidade de Keir Starmer, que ocupa o cargo desde julho de 2024, caiu drasticamente após uma série de escândalos e uma economia estagnada. Isso gerou pressões internas no partido, culminando em sua renúncia, anunciada em 22 de junho. Com Burnham à frente, o Partido Trabalhista espera revitalizar sua imagem e atrair novamente o apoio popular.




