A 26ª edição da Fenearte está em pleno andamento no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, e segue até o dia 19 de julho, reunindo milhares de artesãos e visitantes de diversas partes do Brasil.
Considerada a maior feira de artesanato da América Latina, o evento proporciona uma experiência única tanto para expositores quanto para visitantes, muitos dos quais estão vivenciando essa imersão na cultura popular pela primeira vez.
Uma das novas participantes é a artista Iris Marcolino, criadora da marca Corações de Iris. Ela está presente na feira com um estande próprio e também faz parte do Salão Pernambuco Faz Design.
Para Iris, a participação na Fenearte simboliza o reconhecimento de sua trajetória artística, construída com dedicação e afeto.
“A Fenearte é uma consagração da trajetória artística de qualquer criativo. E eu estou aqui pela primeira vez. Eu me sinto absolutamente feliz, reconhecida. É uma feira que, se você fosse me perguntar ‘que palavra você define a Fenearte?’, eu defino com intensidade. É onde chegam muitas pessoas de diversos lugares ao mesmo tempo e elas conhecem a sua história”, afirma.
Os visitantes também expressam sua surpresa com a diversidade de trabalhos disponíveis. A chef de cozinha Aira Setani, por exemplo, aproveitou suas férias para conhecer de perto os mestres do artesanato que, até então, só conhecia pelas histórias de sua mãe. A experiência rapidamente se transformou em encantamento e compras.
“É a primeira vez que venho aqui para olhar e conhecer tudo. Minha mãe é apreciadora de obras e tem muitas peças de barro. Vim para conhecer os mestres que ela já conhecia. Fiquei apaixonada, comprei muitas coisas e me encantei ainda mais por tudo”, relata.
Outro visitante, o enfermeiro Danielson Araújo, também considera esta sua estreia. Ele não visitava a feira há mais de duas décadas e se surpreendeu com as mudanças. Para ele, a evolução da estrutura e a valorização da identidade do artesanato foram notáveis.
“Posso dizer que estou vindo pela primeira vez. A última vez que vim foi há 20 anos e estou chocado com a estrutura, com a diversidade de artesanato. O artesanato aqui é muito mais raiz do que era há 20 anos. Percebo que o povo daqui está conseguindo se expressar melhor e mostrar sua identidade. Uma coisa que achei magnífica foi que alguns estandes perguntavam qual era o ambiente que eu ia utilizar e pediam uma foto para fazer, na inteligência artificial, a montagem da peça com a foto. Genial!”, conta.
Para aproveitar melhor a visita, a organização recomenda que o público reserve algumas horas para percorrer os cerca de 700 estandes de comercialização, além das exposições, oficinas, aulas de gastronomia, desfiles de moda e apresentações culturais que estão espalhadas pelo pavilhão. A feira também oferece traslados gratuitos a partir de shoppings da Região Metropolitana do Recife e conta com recursos de acessibilidade para ampliar o acesso dos visitantes.



