Post: Câmara analisa projeto que proíbe diferenciação de preços em postos de gasolina

Câmara analisa projeto que proíbe postos de gasolina de cobrarem preços diferentes para pagamentos em dinheiro ou Pix.
Imagem gerada com IA
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Deputado Amaro Neto (Republicanos-ES) fala no Plenário da Câmara dos Deputados
Amaro Neto: diferenciação de preços transfere ao consumidor um custo inexistente

O Projeto de Lei 1071/26 está em análise na Câmara dos Deputados e visa proibir que postos de combustíveis cobrem preços diferentes dependendo do meio de pagamento utilizado, seja em dinheiro ou por meio de Pix. A proposta considera ambos os métodos de pagamento equivalentes, uma vez que não envolvem taxas de intermediação financeira.

Além disso, a proposta exige que os preços sejam divulgados de forma clara e uniforme, proibindo expressões como “preço no Pix” ou “preço no dinheiro”. O autor do projeto, o deputado Amaro Neto (PP-ES), enfatiza que o objetivo é garantir isonomia e transparência nas relações de consumo. “A diferenciação de preços transfere ao consumidor um custo inexistente ou fictício”, afirmou.

Punições previstas
Os postos que não cumprirem a nova regra poderão enfrentar sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, que incluem multas administrativas, a obrigação de devolver em dobro o valor cobrado e até a suspensão das atividades em caso de reincidência.

A proposta determina que o posto revendedor será responsabilizado pela prática abusiva, independentemente de alegar que se trata de uma política comercial interna ou de custos operacionais. A fiscalização ficará a cargo dos órgãos de defesa do consumidor.

Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a proposta se torne lei, será necessário que seja aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado.

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