Post: Câmara aprova projeto que garante transparência em valores mínimos de entrega em aplicativos

Câmara aprova projeto que garante transparência em valores mínimos de entrega em aplicativos, assegurando informações claras ao consumidor.
Câmara aprova projeto que garante transparência em valores mínimos de entrega em aplicativos
Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Reunião de Instalação e Eleição. Dep. Daniel Agrobom (PL - GO)
Daniel Agrobom é o relator da proposta

A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que visa garantir maior transparência nos serviços de entrega por meio de aplicativos e plataformas digitais. A nova regra obriga os estabelecimentos a informar, de forma clara e antes da finalização da compra, o valor mínimo necessário para o atendimento.

O Projeto de Lei 3251/25, que recebeu a aprovação com alterações do relator, deputado Daniel Agrobom (PSD-GO), substitui o texto original do deputado Juninho do Pneu (PSDB-RJ), que proibia a exigência de valores mínimos para a realização das entregas. A nova abordagem foca na necessidade de fornecer informações claras e antecipadas ao consumidor.

Com a nova legislação, os estabelecimentos parceiros ainda poderão estabelecer um valor mínimo para os pedidos, a fim de cobrir os custos operacionais e logísticos das entregas. Entretanto, qualquer cobrança adicional e as condições comerciais deverão ser informadas previamente aos consumidores.

Impacto na livre iniciativa e nos custos operacionais

Ao justificar as alterações no projeto, Daniel Agrobom destacou que a proibição total de valores mínimos poderia interferir na livre iniciativa e na dinâmica econômica dos contratos privados. Segundo ele, essa medida poderia gerar um efeito contrário ao desejado, encarecendo o serviço de entrega para todos os usuários.

“A imposição legal de vedação a valores mínimos representa uma forma de controle indireto de preços e condições comerciais. Existe uma lógica econômica nos serviços de delivery, onde custos fixos por transação, como deslocamento do entregador e logística, não dependem do valor do pedido. Pedidos de baixo valor sem limite mínimo podem resultar em margens negativas”, explicou o relator em seu parecer.

Além disso, Agrobom alertou que, se as plataformas forem obrigadas a operar sem um valor mínimo, elas poderão aumentar as taxas de entrega, reduzir benefícios ou até mesmo excluir pequenos estabelecimentos e regiões menos rentáveis.

Próximos passos na tramitação

O projeto agora segue em caráter conclusivo para análise nas comissões de Comunicação, Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para se tornar lei, a proposta ainda precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

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