A Suprema Corte da Coreia do Sul reafirmou, nesta quinta-feira (9), a condenação de sete anos de prisão do ex-presidente Yoon Suk Yeol, que está detido desde julho de 2025. A decisão foi tomada em resposta a acusações de obstrução da justiça, relacionadas à sua tentativa de evitar a prisão durante a decretação de lei marcial em 2024. A corte considerou que não houve erro na interpretação da lei por parte da instância inferior, que havia aumentado a pena de Yoon de cinco para sete anos em abril, ao considerar que ele cometeu infrações adicionais.
O tribunal também concluiu que Yoon falsificou documentos e não seguiu os procedimentos legais necessários para a decretação da lei marcial, que requer uma discussão formal em gabinete. Além disso, ele foi acusado de fornecer informações falsas a veículos de imprensa internacionais. Em resposta à decisão, os advogados de Yoon anunciaram que pretendem recorrer ao Tribunal Constitucional, buscando contestar a constitucionalidade da sentença.
Os promotores, que inicialmente pediram uma pena de dez anos, alegaram que Yoon abusou de seu poder e causou danos à população. Em fevereiro, o ex-presidente já havia sido condenado à prisão perpétua por liderar uma insurreição relacionada à mesma questão da lei marcial. Yoon, de 65 anos, enfrenta ainda outros sete processos judiciais e permanece preso desde julho de 2025. A situação política em torno de sua condenação continua a gerar debates intensos na Coreia do Sul, refletindo a polarização no cenário político do país.



