Ricardo Andrade Magro, proprietário do Grupo Refit, é conhecido como o maior devedor de impostos do Brasil, com uma dívida impressionante de R$ 52 bilhões. Desde 2018, ele está foragido e vive nos Estados Unidos, sendo alvo de investigações da Polícia Federal por sonegação fiscal e supostas ligações com o crime organizado, especialmente no setor de combustíveis. A dívida, concentrada na Refit, antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, é resultado de uma estrutura complexa de empresas offshore que facilitaram a evasão de impostos, com destaque para o ICMS, que representa mais de R$ 24 bilhões dessa quantia total.
Desde sua saída do Brasil, Magro não retornou oficialmente e possui uma Difusão Vermelha da Interpol contra ele, que é um alerta global para a localização e prisão de fugitivos. O governo brasileiro já solicitou a cooperação internacional para tentar trazê-lo de volta ao país para prestar esclarecimentos sobre suas atividades e a origem de sua fortuna.
A investigação revela que o grupo de Magro estabeleceu uma rede de proteção política. O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, é um dos citados nas investigações por ter sancionado uma lei que permitia o parcelamento das dívidas da refinaria com descontos significativos. Além disso, o senador Ciro Nogueira é mencionado por emendas que dificultariam a punição de grandes devedores e por pagamentos feitos pela Refit a uma empresa de sua família, totalizando R$ 14,2 milhões.
O termo ‘devedor contumaz’ é utilizado para descrever aqueles que fazem do não pagamento de tributos uma estratégia de negócios. Ao evitar o pagamento de impostos, a empresa consegue oferecer combustíveis a preços inferiores aos de concorrentes que atuam de forma ética, dominando o mercado de maneira desleal. O senador Ciro Nogueira tentou alterar as regras sobre essa classificação, o que resultou nas conhecidas ‘emendas Refit’.
As investigações da Polícia Federal, que fazem parte da operação Carbono Oculto, levantam a suspeita de que o crime organizado, especificamente o PCC, esteja se infiltrando no setor de combustíveis para lavagem de dinheiro. Ricardo Magro, por sua vez, nega todas as acusações e se posiciona como um combatente contra a infiltração criminosa no setor.
Para entender melhor a complexidade do caso e as implicações que ele traz para o Brasil, é fundamental acompanhar as atualizações sobre a investigação e as possíveis consequências legais para Magro e seus associados.




