O preço do petróleo disparou novamente, superando os níveis anteriores à guerra, em decorrência de novos ataques no estreito de Hormuz. Nesta terça-feira (7), o barril do tipo Brent, referência global, fechou a US$ 75,94, uma alta de 5,49% em relação aos dias anteriores, quando os preços estavam próximos de US$ 72. Essa escalada ocorre em um contexto de crescente tensão entre Estados Unidos e Irã, após um navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL) do Qatar e um petroleiro da Arábia Saudita sofrerem danos em ataques na região.
A Casa Branca decidiu revogar uma licença que permitia ao Irã vender petróleo, intensificando as sanções que já estavam em vigor. Essa ação foi acompanhada de um alerta sobre as atividades iranianas no estreito, que foram classificadas como “totalmente inaceitáveis”. As autoridades marítimas elevaram o nível de risco para embarcações que transitam pela área para “grave”, a primeira vez que essa classificação é utilizada desde 15 de junho.
O Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC), liderado pela Marinha dos EUA, indicou que o ambiente de ameaça na região permanece elevado, exigindo vigilância constante. O tráfego pelo estreito, que antes da guerra era responsável por cerca de 20% do suprimento global de petróleo e gás, tem se mostrado irregular, com a média de navios transitar na última semana variando entre 25 a 40, muito abaixo da média de 125 antes do início do conflito.
Os recentes ataques, que incluem danos a um navio de GNL do Qatar, mediador nas negociações entre EUA e Irã, levantam preocupações sobre a fragilidade do cessar-fogo entre os dois países. Especialistas alertam que a situação atual pode indicar um retorno à escalada de hostilidades, o que impactaria ainda mais os preços do petróleo no mercado global.
A situação no estreito de Hormuz continua a ser um ponto crítico nas relações entre os EUA e o Irã, com ambos os países ainda em negociações sobre as ambições nucleares do Irã. A recente escalada de ataques e a revogação da licença de venda de petróleo mostram que a paz na região é instável e que os mercados financeiros devem se preparar para mais volatilidade.



