A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Pedra Preta, deflagrou a Operação Ruptura, visando cumprir mandados de prisão preventiva contra indivíduos envolvidos em crimes de tortura relacionados a uma facção criminosa. O grupo utilizava violência e ameaças para exercer controle sobre a população local, gerando um clima de medo e opressão.
tortura: cenário e impactos
As investigações tiveram início após um registro de ocorrência em 17 de junho de 2026, que levou à prisão em flagrante de um suspeito de 21 anos, identificado como um dos participantes das agressões a três trabalhadores que haviam chegado recentemente ao município para trabalhar em uma empresa privada.
As vítimas, com idades de 41, 21 e 18 anos, são naturais do Maranhão e chegaram a Pedra Preta no dia 16 de junho, vindo de Jataí (GO). Poucas horas após a sua chegada, foram abordadas por membros de uma facção criminosa, que as acusaram de pertencer a um grupo rival devido à sua origem.
Os trabalhadores foram levados para uma residência na Vila Garça Branca, onde permaneceram sob a custódia dos suspeitos por várias horas. Durante esse período, sofreram agressões físicas e ameaças, o que gerou um estado de terror.
Após serem libertadas, as vítimas buscaram atendimento médico e relataram o ocorrido às autoridades. Em resposta, a equipe da Delegacia de Pedra Preta iniciou uma série de diligências, que incluíram oitivas, análise de imagens e coleta de provas, fundamentando assim o pedido de prisão preventiva dos envolvidos.
A ação rápida da Polícia Civil resultou na expedição dos mandados judiciais no dia 18 de junho. Na mesma data, um suspeito de 27 anos foi localizado e preso na Vila Garça Branca. Já no dia 22 de junho, outro investigado, de 18 anos, foi capturado em Rondonópolis durante a execução do mandado de prisão.
A Operação Ruptura continua em andamento, com o objetivo de identificar, localizar e prender outros possíveis participantes do crime. Segundo a Polícia Civil, o nome da operação simboliza a interrupção das práticas criminosas que impõem medo e controle sobre cidadãos que buscam exercer atividades profissionais de forma lícita. Essa ação reafirma a presença do Estado no combate às organizações criminosas.
A instituição ressaltou que a rápida elucidação do caso foi possível graças à comunicação imediata dos fatos às autoridades. A Polícia Civil enfatiza a importância das denúncias feitas por vítimas e testemunhas, que garantem uma resposta ágil das forças de segurança e a responsabilização dos envolvidos.
Após as prisões, os suspeitos foram encaminhados à autoridade policial para os procedimentos legais cabíveis e permanecem à disposição da Justiça.



