O mercado de petróleo abriu a semana com uma alta de 1% nas negociações de segunda-feira (1º), em meio a incertezas relacionadas à guerra no Oriente Médio. Por volta das 20h15, o barril Brent, referência global, registrava um aumento de 1,11%, alcançando o preço de US$ 93,09. Durante a sessão, o valor chegou a atingir US$ 93,48, uma alta de 1,55%. Essa movimentação reflete a confusão nas negociações entre Washington e Teerã, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que obteve garantias do Irã de que não desenvolverá armas nucleares, uma declaração que foi contestada por autoridades iranianas.
Na sexta-feira (29), o preço do petróleo havia caído para menos de US$ 90 pela primeira vez desde abril, mas o otimismo renovado entre os negociadores parece ter revertido essa tendência. Trump anunciou que suas prioridades em qualquer acordo incluem o compromisso do Irã em não desenvolver armas nucleares e a reabertura do estreito de Hormuz, uma via crucial para o transporte de petróleo.
O principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o Irã não aceitará nenhum acordo que não garanta os direitos do povo iraniano. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também comentou que as conversas continuam, mas pediu cautela em relação a especulações até que um resultado claro seja alcançado.
As incertezas nas negociações, somadas às dificuldades para normalizar o tráfego no estreito de Hormuz, mantêm o mercado em alerta. Desde o início do conflito, os preços do Brent acumularam alta de 28%, refletindo as tensões geopolíticas na região. Analistas acreditam que essa volatilidade deve persistir nos próximos meses, mesmo que as operações no estreito sejam retomadas. O setor marítimo aguarda condições de segurança mais claras antes de reiniciar suas atividades na área, o que poderá impactar ainda mais os preços do petróleo.




