Post: Expectativa de piora na economia cresce entre eleitores após reeleição de Lula, revela pesquisa

Expectativa de piora na economia cresce entre eleitores após reeleição de Lula, revela pesquisa Quaest.
Expectativa de piora na economia cresce entre eleitores após reeleição de Lula, revela pesquisa

Uma pesquisa realizada pelo instituto Quaest, encomendada pelo jornal O Globo, revelou que a expectativa dos brasileiros em relação à economia piorou após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com os dados divulgados neste domingo (8), 39% dos eleitores acreditam que a economia do país irá melhorar nos próximos 12 meses, enquanto a mesma proporção prevê uma piora. Outros 19% dos entrevistados esperam que a situação permaneça inalterada. Este é o primeiro empate entre otimistas e pessimistas na série histórica do instituto durante o terceiro mandato do petista. Em agosto, antes das eleições, 46% dos entrevistados esperavam uma melhora, enquanto 24% previam uma piora. No mesmo período do ano passado, esses números eram de 42% e 35%, respectivamente.

A pesquisa foi realizada entre 30 de outubro e 2 de novembro, com 2.004 entrevistas presenciais, e apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais. A análise dos dados mostra que o pessimismo se concentra entre os eleitores de maior renda e escolaridade, especialmente na região Sul do Brasil. Entre os entrevistados com renda familiar superior a cinco salários mínimos, 49% esperam uma piora na economia, enquanto apenas 30% acreditam em uma melhora. Em agosto, essa proporção de pessimistas era de 30%.

No Sul do país, a percepção é ainda mais negativa, com 58% dos eleitores prevendo uma piora, em contraste com 24% que esperam uma melhora. Entre aqueles com ensino superior, a expectativa se divide em 46% para piora e 31% para melhora. Por outro lado, entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, 48% projetam uma melhora na economia, enquanto 29% esperam uma piora. No Nordeste, a expectativa é de 50% a 25% a favor da melhora.

A análise também revela que a visão política influencia a percepção sobre a economia. Entre os eleitores que se identificam como lulistas, 79% esperam uma melhora, enquanto apenas 2% preveem uma piora. Em contrapartida, entre os bolsonaristas, 84% acreditam que a situação econômica irá piorar, um aumento significativo em relação aos 38% registrados em agosto. Na direita não bolsonarista, a expectativa pessimista saltou de 42% para 80%. Os eleitores independentes mantiveram uma visão estável, com 35% esperando uma melhora e 30% prevendo uma piora.

A economia é o principal tema de preocupação para os eleitores que veem o futuro com apreensão. A pesquisa indicou que 48% dos entrevistados se consideram mais preocupados do que otimistas em relação ao futuro do país, enquanto 44% se sentem mais otimistas. Em dezembro de 2022, esses números eram de 54% e 41%, respectivamente. Entre os preocupados, 27% citam a economia, os gastos públicos e a dívida como as principais razões para seu pessimismo, superando preocupações com segurança pública (17%), corrupção (12%) e relações com o Congresso (12%). Para os eleitores com renda acima de cinco salários mínimos, essa preocupação com a economia chega a 30%. Por outro lado, entre os otimistas, apenas 6% mencionam a economia como um fator positivo, destacando um desinteresse por esse tema em suas expectativas.

Esses dados refletem um cenário de incerteza econômica que pode impactar as decisões políticas e sociais do país nos próximos meses. A pesquisa mostra que a polarização política continua a influenciar a percepção dos cidadãos sobre a economia, revelando um Brasil dividido entre aqueles que ainda acreditam em um futuro melhor e aqueles que temem um agravamento da situação econômica.

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