Post: Petróleo em alta após ataques na Arábia Saudita, ofuscando acordo de Trump sobre diesel

Os preços do petróleo sobem após ataques na Arábia Saudita, ofuscando acordo de Trump sobre diesel russo. Entenda os impactos.
Petróleo em alta após ataques na Arábia Saudita, ofuscando acordo de Trump sobre diesel

Os preços do petróleo dispararam quase US$ 2 por barril nesta segunda-feira (12), impulsionados pelos recentes ataques à Arábia Saudita, que ofuscaram a expectativa de um aumento na oferta devido a um novo acordo de exportação de diesel da Rússia. Os contratos futuros de petróleo Brent encerraram o dia com alta de US$ 1,93, atingindo US$ 106,65, enquanto o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) subiu para US$ 93,74, um aumento de US$ 1,89.

Os ataques, reivindicados pelos houthis alinhados ao Irã, resultaram na morte de 13 pessoas e feriram mais de 300 no aeroporto internacional de Riad. Essa escalada de violência levanta preocupações sobre a continuidade do fornecimento de petróleo de um dos maiores produtores do mundo. O analista Louis Navellier destacou que a retaliação contra os houthis é inevitável, especialmente com o fechamento temporário de cinco refinarias sauditas após os ataques.

Além disso, novos ataques a petroleiros no estreito de Hormuz também foram reportados, o que pode prejudicar a recuperação das exportações de petróleo do Oriente Médio, que mostraram sinais de melhora em setembro. Um navio-tanque foi atingido por um drone próximo a Sohar, em Omã, e outro sofreu danos durante a travessia do estreito.

A situação no Golfo do México também é preocupante, com as gigantes do setor energético, como Shell, Chevron e BP, tentando restaurar a produção em suas plataformas após os danos causados pelo furacão Isaías.

Por outro lado, o acordo de Donald Trump sobre o aumento das exportações de diesel russo não parece ter um impacto imediato significativo nos preços. O analista Jim Ritterbusch comentou que a liberação gradual de 300 mil toneladas métricas de diesel pela Rússia não deve pressionar os preços para baixo até as eleições de meio de mandato nos EUA, que ocorrem em três semanas.

O Goldman Sachs também ajustou suas previsões, elevando o preço do Brent em dezembro de US$ 85 para US$ 90 por barril, prevendo um prêmio de risco considerável. O analista Tamas Varga, da PVM, ressaltou que, apesar da liberação de diesel, a capacidade de refino da Rússia foi severamente afetada, o que limita a oferta disponível no mercado.

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