
A Câmara dos Deputados está analisando o Projeto de Lei 2974/26, que estabelece a Política Nacional de Incentivo ao Novilho Precoce. A proposta visa oferecer um bônus financeiro aos produtores que optarem pelo abate de bovinos e bubalinos jovens que atendam a padrões de qualidade superiores. O objetivo é estimular a produção eficiente e sustentável no setor agropecuário.
O bônus financeiro poderá ser concedido por meio de diferentes mecanismos, incluindo:
- crédito presumido de tributos federais que incidem sobre a cadeia produtiva;
- subvenção econômica direta ao produtor rural;
- incentivos financeiros associados a programas federais voltados para a agropecuária.
Os frigoríficos credenciados terão a possibilidade de utilizar crédito presumido de tributos federais, proporcional ao valor da bonificação repassada aos produtores. Para se qualificar para o benefício, será necessário comprovar a certificação do animal, a tipificação da carcaça e a rastreabilidade do rebanho.
Além disso, a proposta estabelece diretrizes para a tipificação de carcaça, um processo que classifica as carcaças dos animais abatidos com base em características como idade, acabamento de gordura, conformação e qualidade da carne. A tipificação deverá ser realizada por profissionais habilitados, garantindo que os animais atendam a requisitos de rastreabilidade, proveniência de propriedades cadastradas, e conformidade com exigências sanitárias e ambientais, além de seguir boas práticas agropecuárias.
O autor da proposta, o deputado José Medeiros (PL-MT), enfatiza que o objetivo é promover uma produção mais eficiente, com menor impacto ambiental. “O abate precoce reduz a emissão de metano e garante retorno ao produtor”, afirmou Medeiros, ressaltando a importância de modernizar a pecuária brasileira.
As próximas etapas do processo legislativo incluem a análise do projeto em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a proposta se torne lei, ela precisará ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado.
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