O Brasil se despede de um de seus grandes ícones da música popular. Benito Di Paula, cantor, compositor e pianista, faleceu neste domingo aos 84 anos, deixando um legado musical que atravessou gerações. Entre seus sucessos mais memoráveis estão “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown”, “Se Não For Amor” e “Mulher Brasileira”, que marcaram a carreira do artista e continuam a ressoar na memória dos fãs.
O artista lutava contra um câncer de próstata há cerca de um ano. Nascido Uday Vellozo em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Benito se destacou nas décadas de 1970 e 1980, unindo o samba ao romantismo em suas canções, sempre acompanhadas de seu piano e de uma voz inconfundível.
Reconhecido como um dos principais representantes do samba-joia, Benito Di Paula conquistou o coração dos brasileiros com sua sonoridade única e sua capacidade de emocionar através da música. Sua trajetória artística se estendeu por mais de cinco décadas, consolidando-o como um dos grandes nomes da música brasileira.
Em 2025, sua vida e obra foram homenageadas pela escola de samba Águia de Ouro, em São Paulo, que levou para a avenida referências a sua contribuição para a música nacional. A celebração foi um reconhecimento à importância de Benito na cultura brasileira.
O Ministério da Cultura lamentou a perda do artista em uma nota oficial, expressando solidariedade aos familiares e amigos. O comunicado ressalta que Benito Di Paula deixa um legado significativo na história do samba e da música popular, marcado pela fusão de ritmos e linguagens que encantaram o público ao longo dos anos.
O velório de Benito Di Paula ocorrerá nesta terça-feira (20), das 9h às 15h, no Theatro Municipal de São Paulo, e será aberto ao público. O sepultamento está agendado para as 17h, no Cemitério Morumby, em São Paulo, restrito aos familiares.




