O Congresso Nacional está em processo de análise da Medida Provisória 1377/26, que destina um crédito extraordinário de R$ 13,3 bilhões no Orçamento de 2026, com foco em projetos de desenvolvimento tecnológico no setor agropecuário. Essa medida surge em um momento em que o governo busca atender às demandas urgentes do setor, especialmente diante de desafios econômicos e climáticos enfrentados pelos produtores.
O conteúdo da MP foi amplamente discutido no projeto de lei PLN 17/26, que já recebeu aprovação da Comissão Mista de Orçamento. No entanto, para que a proposta se torne efetiva, ainda precisa passar pela votação no Plenário do Congresso Nacional. Com o recesso parlamentar se aproximando, o governo decidiu editar a MP, que inclui medidas significativas, como:
- subvenção econômica para produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste, afetados por tributações adicionais dos Estados Unidos e eventos climáticos adversos;
- financiamento de projetos de desenvolvimento tecnológico para produtores rurais, através da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT);
- apoio financeiro para beneficiários do Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro de Tomadores de Crédito Adimplentes (Desenrola Adimplentes);
- financiamento a beneficiários adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa Nacional de Incentivo Financeiro à Adimplência no Fies (Fies Empreendedor).
O governo anunciou que aproximadamente R$ 9 bilhões dos recursos serão provenientes do superávit financeiro de 2025, enquanto os restantes R$ 4 bilhões virão de um excesso de arrecadação. Além disso, o PLN 17 prevê uma contribuição voluntária de R$ 1,3 milhão do Brasil à Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).
A Medida Provisória também inclui uma contribuição de R$ 15 milhões da Advocacia-Geral da União (AGU) à Corte Interamericana de Direitos Humanos, destacando o compromisso do governo com questões internacionais.
Os próximos passos envolvem a análise da medida pela Comissão Mista de Orçamento e, posteriormente, a votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Para mais informações sobre a tramitação de medidas provisórias, é possível acessar o site da Câmara dos Deputados.



