O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou neste domingo (11) que a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 está agendada para antes do segundo turno das eleições. Em um ato denominado Marcha pela Democracia, realizado na Avenida Paulista, Lula afirmou que a questão já foi discutida com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). “A única coisa que a oposição pode fazer é demonstrar se eles vão ter coragem de votar contra ou a favor. Eles vão ter só isso”, declarou o presidente, enfatizando a importância da votação para os trabalhadores. Lula ressaltou que não é aceitável que a oposição tente adiar a votação para enganar a população após as eleições. A PEC, que já recebeu aprovação na Câmara em maio e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no início de setembro, visa reduzir a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, garantindo duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. A proposta prevê uma transição gradual, com a primeira fase estabelecendo uma jornada de 42 horas a partir de 60 dias após a promulgação, e a segunda fase, a redução para 40 horas, ocorrendo 12 meses depois. Importante destacar que a redução da carga horária não poderá impactar os salários dos trabalhadores. Por outro lado, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) apresenta um modelo alternativo, que propõe a remuneração por hora trabalhada, mantendo direitos como férias, 13º salário e FGTS, mas com pagamentos proporcionais. A PEC deve passar por duas últimas sessões de discussão no Senado antes da votação em primeiro turno, com datas marcadas para terça-feira (13) e quarta-feira (14). A oposição, preocupada com o impacto eleitoral positivo que a aprovação da proposta poderia trazer para Lula, tentou adiar a análise da PEC para depois das eleições. Recentemente, senadores do PL, PP e Republicanos se reuniram para discutir estratégias em relação à votação. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi designada para negociar com Alcolumbre a possibilidade de postergar a votação, mas não obteve sucesso. Assim, a expectativa é que a proposta avance nas próximas sessões, mantendo o foco na redução da jornada de trabalho e no fortalecimento dos direitos trabalhistas.



