A Motiva, anteriormente conhecida como CCR, reportou um lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões no terceiro trimestre de 2026, representando um crescimento de 9,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado positivo é atribuído ao aumento do tráfego nas rodovias e ao desempenho favorável das concessões em estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
Neste ano, a empresa implementou a cobrança de pedágio em várias rodovias, incluindo a Motiva Paraná, que abrange 569 km conectando o norte do estado a Ponta Grossa e ao Porto de Paranaguá. Além disso, a Motiva Sorocabana, que opera em um trecho de 460 km em São Paulo, e a concessionária RioSP, que gerencia a Dutra e a Rio-Santos, também iniciaram a cobrança, contribuindo para o aumento do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que alcançou R$ 2,52 bilhões, um crescimento de 13,4% em comparação ao ano anterior. A margem Ebitda se manteve estável em 66,2%.
Miguel Setas, CEO da Motiva, destacou que esses resultados marcam uma nova fase para a empresa, após a venda de seus ativos aeroportuários. Em 2025, a Motiva anunciou sua saída do setor de aeroportos, finalizando a venda de 100% de sua plataforma, que incluía 20 terminais, para o Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur), por R$ 11,5 bilhões. Desse total, R$ 5 bilhões referem-se à participação acionária da empresa e R$ 6,5 bilhões a dívidas líquidas.
Setas enfatizou a nova estratégia da companhia, que agora se concentra em rodovias e trilhos, com uma estrutura mais simplificada e uma abordagem mais disciplinada na alocação de capital. “Estamos bem posicionados para maximizar nossa geração de valor, sustentados por um balanço robusto e um foco em inovação e tecnologia”, afirmou.
A receita líquida da Motiva também apresentou um crescimento significativo de 13,6%, alcançando R$ 3,8 bilhões, impulsionada pelo segmento de Trilhos e por reajustes tarifários. As receitas complementares subiram 23%, totalizando R$ 92 milhões.
A Motiva, fundada em 1999, opera em 8 estados brasileiros, possui uma carteira de rodovias que totaliza 5.044 quilômetros e transporta anualmente cerca de 750 milhões de passageiros em metrôs, trens e VLTs. Seus principais concorrentes incluem EcoRodovias, EPR e Arteris.



