Post: Juiz brasileiro elogiado em CPI após polêmica com Trump na Copa do Mundo

juiz - Raphael Claus, árbitro brasileiro, foi elogiado em CPI após críticas de Trump durante a Copa do Mundo.
Juiz brasileiro elogiado em CPI após polêmica com Trump na Copa do Mundo

O árbitro Raphael Claus, que se tornou alvo de críticas por parte de Donald Trump durante a Copa do Mundo, recebeu elogios em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado Federal. Claus não foi investigado pela CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, que o convocou para depor, mas a audiência não ocorreu. O presidente da CPI, Jorge Kajuru (PSB), destacou a competência do árbitro, afirmando que ele é um dos mais qualificados do país. No relatório final da CPI, aprovado em março de 2025, Claus foi mencionado apenas em um contexto onde o então presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Wilson Seneme, elogiou sua atuação, considerando-o um dos melhores árbitros da América do Sul. A CPI também fez referência à convocação da árbitra Daiane Muniz para os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

A polêmica envolvendo Claus ganhou destaque quando Trump o chamou de “suspeito” após o árbitro ter dado um cartão vermelho ao jogador Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos, durante um jogo contra a Bósnia-Herzegovina. O ex-presidente dos EUA admitiu que contatou Gianni Infantino, presidente da FIFA, para solicitar a revisão da decisão. “Esse árbitro é um tanto suspeito se você verificar o passado dele”, afirmou Trump, que se disse surpreso ao descobrir o que era um cartão vermelho.

A CBF e a Federação Paulista de Futebol (FPF) saíram em defesa de Claus, enquanto a FIFA acabou anulando o cartão vermelho, permitindo que Balogun jogasse na partida das oitavas de final contra a Bélgica. O árbitro brasileiro, que teve seu nome mencionado na CPI após reclamações do presidente da SAF do Botafogo, John Textor, não foi investigado, mas sua atuação foi alvo de questionamentos por conta de lances polêmicos em jogos anteriores.

Kajuru ressaltou que, apesar da competência dos árbitros, a frequência com que Claus e Muniz atuaram juntos em partidas causou estranheza. A situação destaca a pressão e o escrutínio que os árbitros enfrentam em grandes competições, especialmente quando figuras públicas, como Trump, se envolvem em suas decisões.

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