Post: Irã acusa EUA de violar cessar-fogo e lança mísseis contra Kuwait e Bahrein

Irã denuncia ataques dos EUA como violação de cessar-fogo e responde com mísseis contra Kuwait e Bahrein.
Irã acusa EUA de violar cessar-fogo e lança mísseis contra Kuwait e Bahrein

Teerã | AFP O Irã denunciou neste sábado (6) que os Estados Unidos violaram o cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, ao realizar ataques a instalações de radar e vigilância costeira no Golfo. Como resposta, o país lançou mísseis contra o Bahrein e o Kuwait, ambos aliados dos EUA na região. O Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou os ataques noturnos como uma “agressão militar” que compromete a soberania e a integridade territorial do Irã. A Guarda Revolucionária do Irã confirmou que atacou “bases inimigas na região”. O Bahrein, que abriga o quartel-general da Quinta Frota americana, relatou o lançamento de sete mísseis em seu território e no Kuwait, marcando o segundo ataque em três dias. Ambos os países condenaram a “agressão descarada” do Irã e alertaram sobre uma possível escalada do conflito. Jornalistas da AFP relataram ouvir explosões em Manama, capital do Bahrein, e nas proximidades do aeroporto internacional do Kuwait. A escalada de tensões começou quando o Comando Central dos EUA anunciou a derrubada de quatro drones iranianos que se dirigiam ao estreito de Hormuz e a destruição de duas instalações de radar no Irã. O Pentágono afirmou que não houve feridos entre os americanos e que a infraestrutura militar não sofreu danos. O cessar-fogo, que foi estabelecido após mais de um mês de intensos combates, havia sido mantido em grande parte, embora com hostilidades esporádicas. As negociações para encerrar a guerra, no entanto, estão estagnadas. Mohsen Rezaei, assessor do líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que o desbloqueio de US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados por sanções americanas é crucial para o avanço nas negociações. “Esse é nosso dinheiro, não o dinheiro dos Estados Unidos”, enfatizou Rezaei em entrevista à CNN. As divergências sobre a gestão do estreito de Hormuz, o programa nuclear do Irã e as sanções dificultam o progresso nas conversações. No Líbano, a situação também se agravou, com um ataque israelense que resultou na morte de três militares libaneses. O Hezbollah rejeitou um novo acordo de cessar-fogo mediado em Washington, alegando que não previa a retirada total de Israel do Líbano. O presidente libanês, Joseph Aoun, pediu ao Irã que não interfira nos assuntos do país, ao que o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, respondeu sugerindo que Aoun se voltasse contra Israel, seu verdadeiro inimigo. Desde o início do conflito, os ataques israelenses no Líbano resultaram em mais de 3.560 mortes, enquanto do lado israelense, 27 militares e um funcionário civil terceirizado perderam a vida.

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