O Irã desafiou nesta segunda-feira (24) a ameaça dos Estados Unidos de intensificar a pressão econômica sobre o país e alertou que nações que se unirem a essa campanha poderão enfrentar consequências severas. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, havia anunciado no dia anterior que o país estava implementando a “maior ofensiva financeira já organizada contra um adversário”, referindo-se a essa iniciativa como um “Dia D econômico”. Bessent deve detalhar as novas sanções americanas contra o regime iraniano, afirmando que os EUA conseguiram desmantelar as capacidades militares do Irã, destruir quase 100% de suas fábricas militares e enterrar seu programa nuclear. Em resposta, o vice-chanceler Kazem Gharibabadi contestou essas alegações, afirmando que a narrativa não faz sentido e questionando se essa ação representa uma vitória ou uma derrota para os EUA.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã também fez um alerta aos países sobre as possíveis consequências de se aliarem à campanha econômica dos EUA. O porta-voz Esmail Baghaei enfatizou que qualquer cumplicidade com Washington nas ações contra o Irã trará suas próprias repercussões. No domingo (23), o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezai, declarou que qualquer nação que se juntar à guerra econômica dos EUA seria considerada “inimiga”.
Recentemente, Donald Trump anunciou que os EUA aumentariam a pressão econômica sobre o Irã de forma sem precedentes, instando outros governos, incluindo a China, a se unirem a esses esforços para isolar ainda mais a economia iraniana. O Irã, que enfrenta sanções americanas e internacionais desde a Revolução Islâmica de 1979, anunciou que incluiu 45 petroleiros em uma lista de embarcações proibidas de atravessar o estreito de Hormuz por violarem suas regras. O regime iraniano também informou que tomará medidas contra navios que transferirem cargas para ou a partir dessas embarcações, o que eleva a tensão na rota marítima crucial.
Os navios mencionados poderão ser multados, detidos e ter suas cargas confiscadas, conforme divulgado pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, responsável pela administração da passagem. Este aviso surge poucos dias após os EUA terem ameaçado o Irã, intensificando ainda mais a situação no estreito de Hormuz, um ponto estratégico para o transporte de petróleo no mundo.



