Post: Irã afirma que sem mísseis seria ‘arrasado’ como Gaza, diz presidente

Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirma que sem mísseis, país seria arrasado como Gaza, enfatizando a importância do arsenal para a defesa nacional.
Irã afirma que sem mísseis seria 'arrasado' como Gaza, diz presidente

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou nesta terça-feira (23) que a capacidade de mísseis do país é essencial para sua defesa e não será discutida em negociações diplomáticas. Durante uma visita ao Paquistão, ele afirmou que, sem essa capacidade militar, o Irã teria sido “arrasado sem piedade” por Israel e pelos Estados Unidos, da mesma forma que ocorreu na Faixa de Gaza. “Se não tivéssemos os mísseis que temos para nossa defesa, Israel e os EUA teriam arrasado o Irã como fizeram com Gaza, sem piedade nem de idosos nem de jovens”, disse Pezeshkian. A declaração destaca a importância do arsenal de mísseis na estratégia de segurança nacional da República Islâmica. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, apoiou essa posição, afirmando que um acordo preliminar entre EUA, Irã e países mediadores não menciona o programa de mísseis balísticos iraniano. Sharif criticou a aplicação desigual das regras internacionais, argumentando que não deveria haver padrões diferentes para o acesso de países a armamentos. A questão dos mísseis balísticos é um dos pontos mais sensíveis nas relações entre Irã, EUA e Israel. Durante conflitos recentes, Teerã lançou centenas de mísseis e drones contra Israel e vizinhos do Golfo. O programa de mísseis do Irã começou a ser desenvolvido durante a guerra contra o Iraque na década de 1980, como resposta a limitações em suas defesas aéreas. Desde então, o país tem ampliado tanto o alcance quanto a precisão de seu arsenal. Para Israel, que está a cerca de 1.500 km do Irã, esses armamentos representam uma ameaça direta à segurança. Antes do conflito, os EUA defendiam que o programa de mísseis balísticos e o apoio iraniano a grupos armados deveriam ser incluídos nas negociações sobre o programa nuclear de Teerã. No entanto, recentemente, o presidente Donald Trump tem demonstrado uma postura mais flexível. Durante a cúpula do G7 na França, ele considerou injusto impedir que o Irã possua mísseis enquanto outros países mantêm arsenais semelhantes.

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