As importações de milho pela União Europeia na safra 2026/27 apresentaram um aumento significativo de 40% em comparação ao mesmo período do ano anterior, até o dia 18 de outubro. Este crescimento é impulsionado por um aumento de mais de três vezes nas importações provenientes dos Estados Unidos, segundo dados divulgados pela Comissão Europeia nesta terça-feira (20). A seca que afetou severamente as safras na região resultou na menor colheita de milho desde pelo menos 2000, levando empresas de ração animal e produtores de amido a buscar alternativas para suprir a demanda.
Até o dia 18 de outubro, as importações de milho da UE desde o início de julho totalizaram 6,64 milhões de toneladas métricas, das quais 2,9 milhões foram provenientes dos EUA. No mesmo período do ano anterior, a UE havia importado apenas cerca de 900 mil toneladas do país norte-americano. Além disso, a Ucrânia também se beneficiou do aumento na demanda, com suas exportações mais que dobrando, passando de 770 mil para 1,62 milhão de toneladas.
O Brasil, que continua sendo o segundo maior fornecedor de milho da UE, viu suas exportações caírem para 1,82 milhão de toneladas, em comparação com 2,74 milhões de toneladas no ano anterior. Este cenário reflete a crescente competitividade do mercado global, onde outros países estão se fortalecendo como fornecedores.
No que diz respeito ao trigo “soft”, as exportações da UE permaneceram estáveis em relação ao ano anterior, totalizando 8,47 milhões de toneladas até a mesma data. A situação atual do mercado indica uma adaptação necessária por parte dos produtores e importadores, que buscam atender a uma demanda crescente em meio a desafios climáticos e econômicos.



