O governo do ex-presidente Donald Trump intensificou suas investigações sobre alegações de fraude eleitoral no Alasca, onde candidatos rivais com nomes iguais estariam envolvidos em uma suposta conspiração. As autoridades federais afirmaram que a apuração está sendo realizada de forma rápida e intensa, gerando incertezas a poucos dias das eleições de meio de mandato, marcadas para a próxima terça-feira (3). O procurador federal do Alasca, Michael Heyman, destacou que a investigação foi impulsionada por uma reportagem do jornal The New York Times, que revelou detalhes sobre a situação. Ele declarou que todos os cidadãos do Alasca merecem uma eleição justa e que qualquer tentativa de enganar os eleitores será punida. A controvérsia gira em torno da candidatura de Daniel J. Sullivan Jr., um professor aposentado que reside em uma pequena vila de pescadores no Alasca. Segundo a reportagem, membros da campanha da democrata Mary Peltola teriam ajudado a recrutar Sullivan Jr. para concorrer ao Senado, o que foi negado por Peltola e pelo Comitê Democrata de Campanha para o Senado. O professor também afirmou que não teve coordenação com a campanha de Peltola. A disputa pelo Senado no Alasca é considerada crucial, pois pode impactar o controle da Câmara, atualmente dominada por uma margem estreita pelos republicanos. Além disso, o Departamento de Justiça está envolvido em ações judiciais no Alasca e na Califórnia, onde tenta barrar a contagem de alguns votos, o que representa uma intervenção federal sem precedentes em eleições estaduais, que são tradicionalmente administradas localmente. Trump, em um comício na Flórida, disse que a situação no Alasca é um exemplo de fraude eleitoral em grande escala e pediu que Peltola fosse processada. O Departamento de Justiça também solicitou a um juiz federal que assegure a preservação das cédulas eleitorais que possam ser afetadas pela confusão gerada na disputa. As investigações e ações judiciais em andamento elevam a tensão no clima eleitoral, à medida que os eleitores se preparam para as eleições de meio de mandato, que são vistas como um referendo sobre a administração de Trump e suas políticas.


