Post: Rio de Janeiro recebe a 16ª edição da Flup, Festa Literária das Periferias

A 16ª Flup, Festa Literária das Periferias, começa no Rio de Janeiro, celebrando vozes negras e femininas com uma programação rica.
Rio de Janeiro recebe a 16ª edição da Flup, Festa Literária das Periferias

A partir desta quarta-feira (23), o Centro do Rio de Janeiro se transforma em um verdadeiro palco da literatura com a 16ª edição da Flup, a Festa Literária das Periferias. O evento, que se estende até o próximo domingo (26), promete uma programação rica em encontros literários, música, dança e celebrações da cultura urbana e saberes ancestrais, com a expectativa de atrair cerca de 20 mil visitantes.

Com o tema “As Filhas das Filhas das Filhas”, a Flup busca amplificar a visibilidade de vozes negras, periféricas, femininas e LGBTQIAPN+. Entre as personalidades que estarão presentes, destacam-se as escritoras Conceição Evaristo, Elisa Lucinda e Djamila Ribeiro, além do cantor Gilberto Gil e da imortal da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Gonçalves, que será homenageada nesta edição. Gonçalves, autora do aclamado livro “Um Defeito de Cor”, é reconhecida por sua contribuição significativa à literatura brasileira, sendo a primeira mulher negra a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras.

O diretor da Flup, Julio Ludemir, ressalta a importância da escolha de Gonçalves como homenageada. “Eu entendo que a Ana Maria Gonçalves escreveu o livro mais importante da história da literatura brasileira. E não à toa ela se tornou a primeira mulher negra a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras. Os dois fatos em si, por si só, justificam torná-la a autora homenageada de um festival com as características da Flup”, afirma Ludemir.

A programação literária da Flup aborda questões cruciais como racismo, memória, identidade, gênero, diáspora, ancestralidade e produção cultural. O evento também contará com uma série de apresentações culturais, incluindo encontros de afoxés, rodas de samba, festival de acarajé, batalhas e slams. Um dos momentos mais aguardados é a mesa de abertura, que reunirá Ana Maria Gonçalves e Djamila Ribeiro, simbolizando a força e a luta das mulheres negras na literatura brasileira.

Ludemir destaca a relevância desse encontro: “Um encontro entre Ana Maria Gonçalves e Djamila Ribeiro, uma a primeira mulher negra brasileira a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras, a outra, a primeira mulher negra a ser eleita para a Academia Paulista de Letras. Certamente, quando colocamos essas duas mulheres juntas, estamos dizendo o quão o sonho dessas filhas hoje em dia se tornou uma coisa tão real”.

A Flup acontece na Praça Tiradentes, no Teatro Carlos Gomes e no Salão Guarani, todos localizados no centro do Rio de Janeiro. A entrada é franca, permitindo que todos tenham a oportunidade de participar e celebrar a diversidade cultural e literária do Brasil.

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