O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, declarou nesta sexta-feira (19) que, se eleito, não promoverá mudanças na reforma da Previdência. A informação já havia sido confirmada anteriormente pelo coordenador de sua campanha, Rogério Marinho (PL-RN). Durante entrevista ao SBT News, Flávio também se comprometeu a manter a valorização do salário mínimo, que atualmente é de R$ 1.621 e deve aumentar para R$ 1.717 em 2027.
Em resposta a questionamentos sobre sua abordagem em relação a temas sensíveis, o senador afirmou: “Não pretendo. Temos que fazer economia tampando os ralos de dinheiro público que estão escoando por parte desse governo. Quem precisa de proteção, no meu governo, vai continuar protegido. São pessoas que precisam ter um mínimo de garantia para levar dignidade para dentro das suas casas”.
A proposta de valorização do salário mínimo, que Flávio defende, foi enviada ao Congresso pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023. O senador atribuiu a defasagem do salário mínimo à pandemia de Covid-19, ressaltando que, em 2022, houve um aumento real durante a gestão de seu pai, Jair Bolsonaro (PL).
Em um aceno ao mercado financeiro, o pré-candidato criticou a equipe econômica de Lula, defendendo um “tesouraço” em impostos e ministérios, além de desburocratizar processos e enxugar despesas. Ele mencionou a privatização de estatais como uma das medidas necessárias para o ajuste fiscal. “Não tem outro caminho sem ser fazer ajuste fiscal. Fazer as despesas caberem dentro das receitas para que, o mais rápido possível, a curva de juros comece a baixar”, afirmou.
Flávio também destacou a importância de gerar empregos e qualificações, afirmando que é fundamental para que as pessoas consigam honrar suas dívidas e ter um salário melhor. “Colocar gente competente para gerir estatais, promover privatizações. Temos quase 1 trilhão de imóveis da União que podem ser colocados em um fundo para serem geridos. O pré-sal na Margem Equatorial voltar a ser concessão”, completou.
Quando questionado sobre quem poderá ocupar o cargo de ministro da Economia, Flávio reiterou que ainda não há definição, mas mencionou que a campanha está considerando “pessoas bem posicionadas na iniciativa privada”. Em uma entrevista anterior à Folha, o coordenador da campanha de Flávio elogiou Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, como um dos possíveis candidatos para chefiar a equipe econômica, embora ainda não haja uma decisão final sobre o assunto. Outros nomes também têm sido discutidos, como Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro Nacional, e o ex-presidente do BNDES, que são considerados para compor a equipe econômica em um eventual governo de Flávio.



