A Fifa está avaliando a possibilidade de punir a seleção argentina após a exibição da faixa “As Malvinas são argentinas” durante a comemoração da vitória sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo. A mensagem foi exibida pelos jogadores Lisandro Martínez e Giovani Lo Celso, após a partida que terminou em 2 a 1 a favor da Argentina. Essa ação remete à histórica disputa de soberania entre Argentina e Reino Unido, que culminou na guerra das Malvinas na década de 1980.
O Código de Conduta da Fifa proíbe a exibição de materiais de natureza política, ofensiva ou discriminatória nos estádios. A faixa levantada pelos jogadores gerou um debate acalorado, uma vez que as Malvinas, localizadas a cerca de 500 quilômetros da costa argentina, são administradas pelo Reino Unido desde o século 19, apesar da reivindicação argentina.
Após a guerra de 1982, que resultou em 649 mortos do lado argentino e 255 do lado britânico, a rivalidade entre os dois países se intensificou, refletindo-se também no futebol. A Fifa, ao designar árbitros para as partidas, leva em consideração essa tensão política, evitando que árbitros ingleses apitem jogos da seleção argentina e vice-versa.
Em nota, a Fifa informou que o Comitê Disciplinar está analisando os relatórios da partida e as circunstâncias em torno da exibição da faixa. A entidade não esclareceu a origem do material utilizado pelos jogadores. “Como é procedimento padrão, estamos avaliando as circunstâncias relevantes antes de decidir sobre possíveis medidas adicionais”, afirmou a federação em comunicado à Folha.
A situação levanta questões sobre a liberdade de expressão no esporte e as implicações políticas que podem surgir em eventos internacionais. A expectativa é que a Fifa tome uma decisão nos próximos dias, o que poderá ter repercussões significativas para a Argentina e para a própria entidade, que busca manter a neutralidade em questões políticas durante suas competições.



