Post: Adolescentes exercem direito ao voto, mas número é menor em 2026

Em 2026, adolescentes exercem direito ao voto, mas número de eleitores jovens é menor em relação a 2022.
Adolescentes exercem direito ao voto, mas número é menor em 2026

Nas eleições de 2026, mais de 3 milhões de eleitores com idades entre 16 e 18 anos foram esperados, um grupo que tem o voto facultativo. Apesar da possibilidade, muitos jovens optaram por participar ativamente da escolha de seus representantes políticos, um direito garantido pela Constituição Federal de 1988, após a redemocratização do Brasil.

Esse grupo representa apenas 2,25% do total do eleitorado nacional, que soma 158 milhões de pessoas. Contudo, os 3,5 milhões de adolescentes que podiam votar neste ano são menos numerosos do que os 4,1 milhões que se alistaram em 2022.

A diminuição no número de jovens eleitores reflete mudanças na pirâmide etária do país. No pleito atual, a maior parte dos eleitores aptos a votar está na faixa etária de 40 a 49 anos.

O Nordeste é a região que concentra o maior número de jovens com até 18 anos, totalizando 1,3 milhão. Em seguida, está o Sudeste, com 1 milhão, e o Norte, com 478 mil.

A estudante Luiza Rocha Guerreiro, de 17 anos, foi uma das jovens que votou pela primeira vez. Ela chegou à seção eleitoral no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, munida de documentos e uma cola eleitoral. “Não tem como você deixar outras pessoas decidirem sobre o seu futuro”, afirmou ao deixar o local acompanhada da família. “É nosso direito”.

Para escolher seus candidatos, Luiza pesquisou propostas até mesmo no site do Tribunal Superior Eleitoral, preferindo essa fonte a redes sociais, que, segundo ela, podem apresentar opiniões exageradas. Caio de Moraes, também de 17 anos, encontrou facilidade em escolher os candidatos majoritários, como presidente e governador, pois já vinha acompanhando as propostas e refletindo sobre elas.

Por outro lado, Esthefany Marques Guimarães, de 18 anos, contou com a ajuda da mãe para decidir em quem votar. Trabalhando como entregadora na plataforma iFood, a jovem mencionou a falta de tempo para se informar. “Fui na colinha da minha mãe, que já está acostumada a votar. Se ela vota, eu vou junto”, disse.

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