Post: Economistas revisam projeções para déficit fiscal e dívida pública em 2026, aponta relatório

Economistas ajustam previsões para déficit fiscal e dívida pública em 2026, segundo relatório do Ministério da Fazenda.
Economistas revisam projeções para déficit fiscal e dívida pública em 2026, aponta relatório

Economistas consultados pelo Ministério da Fazenda revisaram suas previsões para o déficit primário do governo central e a dívida pública em 2026, conforme revelado no relatório Prisma divulgado nesta terça-feira (13). A nova mediana das expectativas para o déficit primário subiu para R$ 53,05 bilhões, um aumento em relação aos R$ 52,27 bilhões estimados em setembro. Para 2027, a previsão de déficit foi ajustada para R$ 44 bilhões, uma leve melhora em relação ao valor anterior de R$ 45,35 bilhões.

O governo estabeleceu como meta alcançar um superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026, o que corresponderia a R$ 34,3 bilhões, e de 0,5% em 2027, totalizando R$ 73,2 bilhões. No entanto, é importante destacar que algumas despesas não são consideradas para os efeitos dessa meta, que ainda conta com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.

O relatório Prisma também indicou que a dívida bruta do governo deve atingir 83,4% do PIB em 2026, um leve aumento em relação à previsão anterior de 83,2% em setembro. Para 2027, a expectativa é que esse indicador suba para 87%, mantendo-se estável em comparação ao mês anterior.

A equipe econômica do governo justifica que o nível elevado de endividamento persiste, mesmo com a melhora nos resultados primários ao longo dos anos, devido à alta taxa básica Selic, que aumenta os gastos com juros da dívida pública. Atualmente, a Selic está fixada em 13,75% ao ano, após cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. O Banco Central ainda não se manifestou sobre possíveis novas alterações na taxa durante a próxima reunião, agendada para o início de novembro.

Em termos de arrecadação, a expectativa mediana para a receita líquida do governo central neste ano foi ligeiramente ajustada para R$ 2,58 trilhões, igualando-se ao levantamento anterior. Para 2027, a projeção permaneceu praticamente estável em R$ 2,75 trilhões. Quanto aos gastos, a previsão para as despesas do governo central neste ano foi mantida em R$ 2,63 trilhões. Para 2027, a estimativa de despesas é de R$ 2,79 trilhões, um valor ligeiramente superior aos R$ 2,79 trilhões apontados anteriormente.

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