O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,074, marcando a primeira vez em um mês que a moeda americana fecha abaixo de R$ 5,10. Essa queda de 1,12% ocorreu em meio a um cenário positivo nos mercados, com a Bolsa brasileira avançando e os preços do petróleo em alta nesta terça-feira (14). A reação do mercado se deu principalmente após a divulgação da inflação dos Estados Unidos, que surpreendeu ao ficar abaixo das expectativas.
Os dados de inflação reduziram as expectativas de uma nova alta nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, as tensões contínuas no Oriente Médio mantiveram os preços do petróleo elevados. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, caiu 0,35%.
O Ibovespa, principal índice da B3, também teve um desempenho positivo, fechando em alta de 0,51%, aos 176.641 pontos. Essa recuperação foi impulsionada pela expectativa de juros mais baixos nos Estados Unidos, um cenário que tende a beneficiar economias emergentes como a do Brasil.
Os preços do petróleo, por sua vez, registraram nova alta, alcançando o maior nível em cerca de um mês. O barril do Brent, referência internacional, avançou 1,72%, cotado a US$ 84,73, enquanto o petróleo WTI, do Texas, subiu 1,53%, encerrando o dia a US$ 79,34. Essa alta é impulsionada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã, que elevam os riscos de interrupção na oferta global de petróleo.
Apesar da alta, analistas alertam que os preços elevados da energia podem pressionar a inflação global e reduzir o crescimento econômico, o que pode impactar a demanda por petróleo nos próximos meses. A desvalorização do dólar acompanhou um movimento global, onde a moeda americana perdeu força diante de outras divisas, favorecendo moedas de países emergentes, como o real.
* com informações da Reuters




