Post: Dólar fecha a R$ 5,14 com alívio nas tensões do mercado externo

Dólar fecha a R$ 5,14, enquanto a bolsa sobe quase 2% em um dia de alívio no mercado. Confira os detalhes.
Dólar fecha a R$ 5,14 com alívio nas tensões do mercado externo

Em um dia marcado por alívio tanto no mercado doméstico quanto no externo, o dólar encerrou a sessão cotado a R$ 5,14, o menor valor registrado em mais de dez dias. A bolsa de valores, por sua vez, também teve um desempenho positivo, com uma alta de quase 2%, encerrando a semana em um cenário favorável.

Esse movimento de queda na moeda americana foi impulsionado pelo enfraquecimento do dólar no exterior, além das expectativas em torno do cenário eleitoral brasileiro e um maior apetite por ativos de risco. No mercado de petróleo, o barril do tipo Brent fechou acima de US$ 94, refletindo as tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Principais números do mercado nesta sexta-feira (21)

  • Dólar comercial: R$ 5,142 (-1%);
  • Dólar na semana: -1,53%;
  • Ibovespa: 171.031,73 pontos (+1,85%);
  • Ibovespa na semana: +2,45%;
  • Brent: US$ 94,39 por barril;
  • Brent na semana: +6,6%.

O dólar comercial à vista caiu 1% nesta sexta-feira, alcançando R$ 5,142, após ter atingido R$ 5,13 por volta das 15h30. Este foi o menor nível de fechamento desde o dia 10 de agosto. Na semana, a moeda americana acumulou uma queda de 1,53%.

Esse resultado foi influenciado pelo comportamento do dólar no exterior, que atingiu seu menor nível em três meses, impulsionado pelas expectativas em torno das operações de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, estava próximo dos 98,856 pontos ao final da tarde, acumulando uma queda de cerca de 0,80% durante a semana. A expectativa de maior liquidez no mercado de títulos públicos dos EUA ajudou a aliviar a pressão sobre o dólar, beneficiando moedas de países emergentes.

O real se destacou entre as moedas com melhor desempenho do dia, junto ao peso chileno. O euro atingiu seu maior valor desde maio, enquanto a libra esterlina alcançou o nível mais alto desde fevereiro.

Ibovespa em alta

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 1,85%, totalizando 171.031,73 pontos, marcando a terceira alta consecutiva. O índice alcançou seu maior nível desde 10 de agosto.

Com esse resultado, a bolsa brasileira acumulou uma alta de 2,45% na semana, embora ainda registre uma queda de 3,91% no mês. As ações de bancos foram fundamentais para sustentar o Ibovespa durante o pregão, enquanto o fluxo de recursos estrangeiros continuou a ser monitorado pelos investidores.

Dados da B3 indicam uma saída líquida de R$ 22 bilhões em capital estrangeiro da bolsa brasileira até o dia 19 de agosto. A recuperação do índice ocorre após uma sequência de perdas significativas no início do mês.

Petróleo em alta

O petróleo também fechou em alta nesta sexta-feira, acumulando uma valorização significativa ao longo da semana, em meio às tensões contínuas entre os Estados Unidos e o Irã, além das incertezas em relação ao transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz.

O barril do tipo Brent subiu 0,65% (+US$ 0,61), fechando a US$ 94,39 por barril, com uma valorização acumulada de 6,6% na semana. O barril WTI, do Texas, também registrou alta de 0,26% (+US$ 0,23), encerrando a sessão a US$ 87,06 por barril, com uma alta semanal de 5,6%.

O transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz permanece abaixo dos níveis anteriores ao conflito, enquanto o tráfego de petroleiros enfrenta restrições no Mar Vermelho. As negociações entre os Estados Unidos e o Irã continuam paralisadas, mantendo o mercado sob a preocupação de novos impactos sobre a oferta e o transporte internacional de petróleo.

*com informações da Reuters.

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