Post: Cerca de 1.200 palestinos são forçados a deixar suas casas após operação militar de Israel

Cerca de 1.200 palestinos foram deslocados em Hebron após operação militar de Israel, em resposta a ataque que matou soldados. Tensão aumenta na região.
Cerca de 1.200 palestinos são forçados a deixar suas casas após operação militar de Israel

Cerca de 1.200 palestinos foram deslocados de suas residências em Hebron, na Cisjordânia, após uma operação militar realizada pelo Exército de Israel, segundo informações de um membro do governo da Autoridade Palestina. O deslocamento ocorreu um dia após um ataque que resultou na morte de dois soldados israelenses, intensificando a tensão na região. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, anunciou que as Forças Armadas lançariam uma operação em larga escala em resposta ao ataque, que envolveu palestinos armados disparando contra um posto de controle militar. As forças israelenses afirmaram que os atiradores foram neutralizados durante a ação.

Em uma coletiva de imprensa, Netanyahu não descartou a possibilidade de desmantelar a Autoridade Palestina, que administra partes da Cisjordânia ocupada. “Nós transformamos o Oriente Médio. Eu disse que mudaríamos as coisas, e foi o que fizemos. A Autoridade Palestina terá uma grande surpresa”, afirmou o primeiro-ministro, em meio a crescentes pressões políticas internas.

A operação militar, que se concentrou nos bairros de Al-Jaladah e Ein Deir Baha, visava a busca por militantes e armamentos, além de incluir demolições de estruturas na área. A Autoridade Palestina condenou a ação, descrevendo-a como uma forma de punição coletiva, o que gerou críticas internacionais sobre a abordagem de Israel em relação aos palestinos.

Yousef Zouhair Al-Jabari, chefe da administração municipal de Hebron, expressou preocupação com a situação, informando que cerca de 1.300 pessoas adicionais poderiam perder suas casas, além das 1.200 já deslocadas. Ele sugeriu que as operações militares estavam sendo impulsionadas por interesses eleitorais, já que Netanyahu enfrenta uma possível perda de maioria nas eleições parlamentares previstas para a próxima terça-feira. “Netanyahu e os ministros radicais de seu governo estão tentando conquistar o maior número possível de votos entre os colonos”, declarou Al-Jabari.

Enquanto isso, em Tel Aviv, milhares de manifestantes se reuniram em apoio à oposição, exigindo que um novo governo investigue as falhas de segurança que permitiram os ataques terroristas ocorridos em 7 de outubro. Relatos da mídia internacional indicam que Netanyahu foi alertado sobre a possibilidade de um ataque do Hamas dias antes dos eventos, por governos do Egito e dos Emirados Árabes Unidos.

A ONG Clube dos Prisioneiros Palestinos informou que, durante a operação, cerca de 70 palestinos foram detidos pelas forças israelenses, embora as autoridades israelenses não tenham comentado sobre as prisões. Al-Jabari também relatou que as Forças Armadas demoliram lojas, fábricas, casas e estradas em Hebron, aumentando ainda mais a crise humanitária na região.

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